Orçamento Social
Em Organizações Sem Fins Econômicos
Douglas Trindade
Apresentação
A idéia que se tem sobre Orçamento Social no Brasil é relacionada, principalmente, com a previsão de gastos nas áreas de previdência, saúde, educação, assistência social, saneamento básico, cultura e esportes, realizada pela União, Estados e Municípios, sobretudo após o lançamento, pelo Governo Federal, do primeiro Orçamento Social da União publicado no ano de 2000.
No entanto, as atividades realizadas por organizações privadas sem fins econômicos, sejam elas filantrópicas ou não, têm caráter eminentemente social e trazem, no seio de seus objetivos, o complemento das políticas estatais de valorização e atenção à vida humana e sua coexistência.
Neste sentido, o termo "Orçamento Social" é perfeitamente adequado ao contexto da gestão econômico-financeira em instituições sem fins lucrativos. A exemplo do Balanço Social, publicado anualmente por empresas de diversos segmentos da economia nacional, o Orçamento Social deve ser realizado por todas as organizações, tendo importância capital em associações e fundações onde cada centavo investido tem como propósito uma causa, um ideal, um fim especialmente definido em função das lacunas deixadas pelo poder público estatal em favor da sociedade.
Freqüentemente, gestores ligados à administração de OSFE (organizações sem fins econômicos) questionam se planejamento estratégico, orçamento anual e controladoria não seriam tarefas exclusivas de grandes companhias que investem muitos recursos em sistemas gerenciais e em talentos humanos, impressão esta que representa um verdadeiro mito presente em muitas entidades.
Com base nisso, este estudo mostra como os gestores podem implementar controles econômico-financeiros através do emprego do Orçamento Social como ferramenta essencial do planejamento estratégico utilizando recursos simples de planilhas eletrônicas.
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