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Edgar
Allan Poe
Nasceu
em Boston, em 19 de janeiro de 1809. Sua família
paterna era de origem irlandesa, enraizada em
Baltimore, onde conquistara postos entra as
melhores famílias da região.
Edgar Allan Poe estudou na juventude na Inglaterra, no colégio
Stoke-Newington, de Londres. Era um velho edifício
sombrio e gótico. Mais tarde, de volta à
Richmond, Poe continuaria seus estudos na
Universidade de Charlotteville. Desde cedo, Poe se
mostrara um rapaz extremamente inteligente e
genioso, motivo esse que o levaria a ser expulso
da Universidade. Edgar era filho da paixão sem
disciplina e do espírito largo da aventura,
explica Baudelaire, seu mais fiel entusiasta.
Seguindo os
passos romanescos de Byron, mais tarde Poe foi
para a Grécia e alistou-se no exército lutando
contra os turcos. Como todos os jovens da época,
Poe sonhava com as glórias militares. Mas
aventura acabou saindo muito caro. Perdido nos Bálcãs,
sofrendo ônus terríveis no percurso, acaba
chegando na Rússia sem documentos e sem dinheiro.
Acaba sendo repatriado pelo cônsul americano, mas
em seu retorno, descobre que sua mãe adotiva a
quem devera tudo, havia morrido.
Na
volta aos Estados Unidos, alista-se num Batalhão
de Artilharia e mais tarde matricula-se na
Academia Militar de West Point. Era conhecido
pelos colegas como aquele que "Embarcou para
Grécia num baleeiro". É lógico que o ritmo
de uma escola para Cadetes do Exército não seria
compatível ao gênio de Edgar. Ele se concentrava
muito mais em seus poemas do que nos estudos.
Com
22 anos, poeta de ofício, sujeito a devaneios,
pobre e sem vontade inflexível, consola-se
publicando: "Poemas". De regresso a
Baltimore, em busca de seu irmão Willian, assiste
à morte deste e entra nas relações de uma tia,
viúva com duas filhas, também pobre e sem arrimo
seguro. Vivendo em miséria profunda, durante 2
anos Edgar consegue um pouco de triunfo ao vencer
dois concursos de poesias. Com uma certa fama, o
editor Thomaz White entrega para Poe a direção
do "Southern Literary Messenger" em
1833. Pouco depois, escreveria seu primeiro conto:
"Uma Aventura sem paralelo de um certo Hans
Pfaal". Fica na direção da revista por 2
anos, depois de ter escrito outros vários contos,
poemas e resenhas. Edgar Allan Poe já tinha uma
certa reputação e um bom número de leitores.
Suas
críticas tiveram grande repercussão e os
jornais, abrindo-lhes as portas e as colunas de
honra, decretando-lhe dias melhores. Com 27 anos,
em 1836, ele casa-se com a prima de apenas 13
anos. Virgínia Clemn, eis a mulher ideal que o
destino lhe destinara para lhe ser a única. A tia
aceita o casamento desigual. Era sua esposa e
musa. Virgínia gostava de música, canto e
poesia; o que deixava Edgar muito entusiasmando.
Em 1838 trabalha com Editor da Button's Gentleman
Magazine. Na companhia da Sra. Clenm o casal
vivera na Filadélfia, Nova York, Fordham, até
que, de novo, a penúria lhe bate à porta. A vida
de intimidade conjugal será prolongada pela
dedicação da tia. Mas, as amarguras de Edgar
Allan Poe não tinham limites. Virgínia, indo
cantar na casa de amigos, sofrera um acidente
causando-lhe uma forte hemorragia interna que a
faz cair doente sem nunca mais voltar. Em 1847,
morre deixado o marido no luto e na miséria
espiritual.
Em
1849. Poe reage e publica o célebre poema "O
Corvo" que o coloca novamente no alto da
literatura americana. Edgar não abandona a tia.
Esta constitui a lembrança viva de Virgínia. A
Sra Helen Whitman, de Boston, dar-lhe-á estímulos
e apoio. Enfermo, ele encontrara amigos e
admiradores amigos e admiradores. Mas foi preciso
lutar. O álcool reduzira-o de modo estranho. Seu
"Romance Cosmogônico" "Eureka"
acaba por lhe atribuir um renome literário
enorme. Sua conduta provocava censuras acres da
imprensa e da sociedade; mas o poeta cumpria as
sentenças do destino...
A
exemplos de outros, resolve fazer
"leituras" de seus poemas e contos para
um público de jornalistas e intelectuais antes de
publicá-los. Seus trabalhos lhe renderam mais
honras e prestígio. O trabalho fica cada vez mais
cansativo e Poe se entrega mais e mais à bebida.
Poe volta a Richmore por uma temporada, mas acaba
deixando-a por Nova York na esperança de deixar
seu passado lúgubre para trás. Chegando a
Baltimore, suas conseqüências o abateram. Antes
de seguir para a Filadélfia resolve entrar nem
Taverna à caça de estimulantes. Aí encontram
velhos amigos demorando-se mais do que pretende,
vencido, mal percebendo o andar do tempo. Na manhã
seguinte, os transeuntes encontraram um homem
agonizante, em abandono, na sarjeta. Pouco depois
descobrem que aquele homem sem documentos e
dinheiro era Edgar Allan Poe. Conduzido ao
hospital, pouco resistiu, morrendo aos 39 anos
apenas, deixando uma obra opulenta, escrita através
de sacrifícios espantosos, de desordens implacáveis,
de desconcertos incríveis.
Foi
criador do gênero das histórias de terror. A
base de toda a prosa de Edgar Allan Poe apoia-se
no fantástico das exacerbações da natureza
humana: alucinações, cuja lógica ultrapassa a
da consciência habitual. São personagens com
mentes inquietas e febris; neuróticos; o duplo de
cada homem. Edgar Allan Poe é, na Literatura
universal, um dos principais escritores malditos.
Sua influência estendeu-se à poesia simbolista,
à ficção científica, ao romance policial
moderno e psicológico.
Certo
dia, após uma bebedeira, é encontrado
inconsciente numa rua. Levado para um hospital,
vem a falecer em 1849.
A
influência de Poe estendeu-se à poesia
simbolista, à ficção científica, ao romance
policial moderno e psicológico. Em 1848,
"Contos do Grotesco e do Arabesco" foi
publicado na França como "História
Extraordinárias", por Baudelaire.
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