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Charles
Dickens
Charles
John Huffan Dickens nasceu em Portmouth, Hampshire
em 7 de setembro de 1812 e aos 12 anos empregou-se
numa fábrica para ajudar a família.
Após estudos mínimos,
trabalha como ajudante num escritório de
advogados. Logo de seguida é cronista parlamentar
e redator de jornais humorísticos, até que, com The
Pickwick Papers, aos vinte e seis anos, se
torna de repente num autor de sucesso. Os seus
romances posteriores, publicados em forma de
folhetim mensal, conhecem grande êxito.
Autodidata
na sua adolescência, redime-se de tantas misérias
e dedica a sua vida, com êxito, à literatura e
jornalismo. Publica quase a totalidade da sua amplíssima
obra em fascículos, procedimento usual na época.
Nos
seus romances Dickens denuncia freqüentemente o
poder político e os ricos vaidosos e
especuladores. Nele o pensamento idealista e o
romance sentimental unem-se para comover a
sensibilidade do leitor e despertar a sua consciência
moral. O realismo de Dickens não é sombrio e
negativo, mas amável e sorridente, cheio de
humor. Os seus melhores relatos têm por heróis
crianças e tipos extravagantes.
A
sua obra mais apreciada é The
Pickwick Papers, romance imediata e
popularmente admirado. Esta obra-prima do humor e
da ternura apresenta o Sr. Pickwick, sábio distraído
que viaja por Inglaterra. Entre o choro, a espera
e o riso, a história do sr. Pickwick têm o último
como ingrediente principal. Dickens abusava do
humor para com isso facilitar a aceitação de
seus textos pelo público. Nesse livro, o escritor
se revelou um dos melhores humoristas da
literatura mundial, criando, com rara habilidade,
personagens engraçadíssimas.
Dickens
é um mestre das narrativas protagonizadas por
crianças (David
Copperfield, Tempos Difíceis, Oliver Twist).
Nelas reflete a sua própria infância infeliz,
com o que a narrativa alcança o vigor e o
colorido do autobiográfico. Fustiga com insistência
uma sociedade insensível ao abandono das crianças
e aos sofrimentos dos indigentes.
"David
Copperfield", um de seus mais conhecidos
romances, foi publicado em 1849. O historiador e
psicanalista inglês Peter Gay, acredita que,
neste livro, a vitalidade, a observação e as notáveis
instituições de Dickens deixaram sua marca em
toda a parte e merecem ser levadas a sério. Gay o
considera como a obra-prima do autor, na qual se
narra uma infância de privações e sofrimentos
amorosos do personagem que dá nome ao livro,
tendo como pano de fundo os contrastes da
sociedade industrial da época.
Escreve
ainda "História de Duas Cidades"
(1859), "Grandes Esperanças" (1861) e
"Nosso Amigo Comum" (1864). Nos últimos
anos de sua vida iniciou o livro "O Mistério
de Erwin Drood", cujo desfecho permaneceria
desconhecido: Dickens morreu em 9 de julho de
1870, antes de concluí-lo.
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