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1 – Reunião e o rito da passagem.
Partir em compungida procissão
quando íamos de sólida existência.
E ausentes apurar-nos a cavidade
delimitada do solo mais plano.
Do azul céu ou rubro inferno
hospedes das sepulcrais e tétricas
arenas de nossos corpos.
A transformação da matéria rude,
evolução de tosca perspectiva.
Tranqüilo céu de nuvens tão fugidias.
No principio não era símbolo do nada
era um contraplano deste espaço,
sem habitar em si ou dizer nenhuma fala
adornadas fontes dessas memórias.
2 – Os Cemitérios Noturnos
Nas serras e vilas, o contrito povo
em murmúrio segue carregando
na memória, alguns outros
aqui presentes recordam-se
daqueles seguidos na romaria
nesse habitat ausentes formas.
Homenagem justa se faz dos distantes.
esse vinculo sempre restaurado!
O reviver no Moteto as visões
resguardadas perspectivas valeryanas!
A pronta existência se consuma na lide
conservada imagens mais hirtas da vida
e a pretensa vida sempre os resguarde!
Quando no silêncio esse grito repousar
o mais puro fruto da mais perene obra
fulgor tempo; dessa tosca efeméride,
narrativa arbitraria dos permanecidos
nascidos e olvidados cá na memória.
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