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E-mail
como instrumento pedagógico para promover o
progresso dos alunos em um curso de inglês online
Alessandra Colla Soletti Tussi
RESUMO:
Este trabalho tem como objetivo avaliar a importância da utilização pedagógica do
e-mail em um curso de inglês online para promover o progresso dos alunos.
Para
tanto, foram realizadas pesquisas bibliográficas e, em seguida, foi realizado um
estudo de caso em um curso de inglês online, em que, no período de duas
semanas, um grupo de alunos recebeu diariamente e-mails de incentivo e
acompanhamento, e seu progresso foi monitorado e comparado com um segundo
grupo que não recebeu nenhuma mensagem. Desta maneira, pudemos verificar a
influência do e-mail como instrumento pedagógico no curso de inglês online
analisado nesta pesquisa.
Palavras-chave: E-mail; Interação; Instrumento pedagógico. MEMORIAL
“Na maior parte das vezes, lembrar não é reviver, mas
refazer, reconstruir, repensar, com imagens e idéias de
hoje, as experiências do passado. A memória não é
sonho, é trabalho”. (BOSI, 1998, p. 17).
Relembrando grande parte da minha história de vida, principalmente meu
processo de formação como aluna e como professora, torna-se facilmente
perceptível as motivações que me levaram a escolher o tema da educação a
distância via Internet (mais especificamente envolvendo a utilização do e-mail)
para o desenvolvimento deste trabalho.
Desde a minha infância meus pais falavam sobre a importância da leitura e
do aprendizado. Naquela época, residindo em uma cidade muito pequena, eu
sonhava ter acesso a cursos, livros, revistas e materiais de pesquisa nas mais
diversas áreas. Durante toda a minha infância, crescia uma vontade de aprender,
de conhecer o mundo e de testar meus talentos. Operar um computador e falar
inglês eram as duas coisas que mais tinha desejo de aprender. No entanto, na
cidade onde eu morava não havia ninguém que pudesse ensinar nenhuma
dessas coisas. Talvez para tentar suprir a angústia de não poder aprender as
coisas que mais queria, eu fingia ser professora de inglês e de “computador” (já
que naquela época eu não conhecia o termo informática), ensinando minhas
amigas quando brincávamos de “escolinha”. Adorava fazer o papel de professora,
ensinar e tentar passar para minhas amigas um pouco do meu entusiasmo em
aprender. Aos nove anos eu dava aulas de reforço para minhas colegas, numa
espécie de sala de aula improvisada na garagem de casa. Então, surgiu uma
nova alegria na minha vida: ver minhas colegas progredirem na escola e
conseguirem aprender coisas que até então não compreendiam. Mas eu queria
mais, queria ir além do pequeno horizonte que vislumbrava da janela do meu
quarto. Sentia que a vida não poderia ser só aquilo, um misto de angústia por
viver um mundo menor do que eu gostaria e de esperança por saber que havia
algo maior que eu talvez pudesse viver.
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