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A Contemplação
do Belo Adormecido
E Um Breviário Para O Tempo
Eric Ponty
Carta
de Ivan Junqueira a Eric Ponty
Rio,20/01/98
Meu querido Eric
(...) Gostei também,
pelo desassombro das afirmações,
dos ensaios incluídos na Contemplação
do Belo Adormecido, cujo titulo é uma autentica
trouvailte.(...)
Ivan Junqueira –
Poeta, critico e tradutor. É membro da
Academia de Letras Brasileira na cadeira de João
Cabral.
Conscientização
conceptual ou perceptiva
Torno disponível para
o leitor através da Virtualbook's dois
livros de ensaios e resenhas criticas. Dois foram
lançados pela A Voz do Lenheiro com tiragens
muito limitadas sem um grande poder de alcance.
Neste livro "A Contemplação
do Belo Adormecido E Um Breviário Do Tempo"
acrescentei mais algumas resenhas que completam
esta edição especial de meus ensaios,
para que o meu leitor, perceba o meu outro lado
o da visão critica e algumas discussões
sobre mídia de massas e cultura pop em
contraposição a kultur entre outros
temas.
Desta maneira espero estar
contribuindo para que o leitor possa compreender
a dimensão critica do meu fazer poesia
que não é apenas o ato de contemplar,
mas o de transformar através da visão
o uno ou como disse Robert Peacock:
"Os contextos de conscientização
imaginativa, que nisso se distinguem de conscientização
conceptual ou perceptiva, permitem-nos fazer descobertas
visuais a respeito do mundo, e muitos pintores
já exploraram a natureza nesse sentido.
Resolvidos a estudar suas aparências, sentiram
sempre que sua pintura descobria aspectos da natureza
que não eram de forma alguma uma questão
"subjetiva" mas, essencialmente. elementos
ali presentes para serem vistos e, uma vez apontados,
prontos a exigir admissão de sua existência
pelos outros."
A contemplação
do Belo Adormecido é uma reunião
de cinco ensaios sobre a contemplação
da realidade e a inércia da possibilidade
da retificação diante do real em
quatro segmentos da arte e da inércia da
tradição. No primeiro ensaio "Reflexão
de uma exposição conceptual e solidificação
do Museal" eu trato da exposição
"26 Dispare do Olhar" que teve texto
conceptual de minha parte, sendo uma realização
plástica do artista plástico Johano
que foram expostas do dia 09 até 29 de
julho de 1995 na RFFSA que teve um alheamento
crítico diante do que estava sendo exposto.
No segundo ensaio "Ballet:
Diluição e Silêncio"
trata da impossibilidade do ballet se expressar
como uma linguagem autônoma como foi idealizada
na pantomima e teve que usar de outros recursos
como "a fala", mas que terminou da mesma
forma clássica em que iniciara. No terceiro
ensaio "A Contemplação do urbano"
trata da poesia do poeta americano Hart Crane
que contempla o urbano e progresso, mas que tem
estes elementos refletidos na poesia e em sua
conturbada vida.
No quarto ensaio "A
Perspectiva De Uma Memória" trata
da impossibilidade da tradição ser
apenas um mero instrumento de acumulo ou de adorno,
mas da urgência de se pensar na possibilidade
de sua atuação na historicidade
de modo prático.
No quinto ensaio "Duas
ou Três Coisas Sobre Godard" trata
de um comentário sobre a estética
cinematográfica de Jean Luc Godard e de
sua atual necessidade.
A contemplação
do Belo Adormecido teve o seu título retirado
de "A Bela Adormecida" que representa
bem este alheamento do mundo com realidade perfeita
imersa na inércia da inocência de
uma princesa adormecida e do quadro de Magritte.
Breviário do Tempo
se compunha de três ensaios, o primeiro
em homenagem a José Severiano de Resende
que se tornou um livro autômato que é
"Sacerdócio da Poesia" (Virtual
Book´s) por isto não incluído
aqui. O segundo ensaio trata de um relato da cultura
atual imersa na cultura de massas e o titulo do
conto remete-se ao conto de Franz Kafka "Relato
Para Uma Academia" e faz uma analogia com
este. O terceiro trata-se de uma analise de uma
ópera minimalista de Philip Glass que é
"Einstein On The Beach".
Eric
Ponty 2000
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