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9882 O VENENO DA HIDRA
LINDENBERG MOTA
Mais do que uma ficção científica, essa é uma história de amor fantástica entre Cairo e sua amada Stephane, que anos antes foi transformada em uma estrela.
O livro traz referências a as lendas e mitos que sempre acompanharam a imaginação do homem quando falamos das estrelas e grandes navegações.
Nessa obra, é mais importante frisar que um corpo celeste foi batizado com um nome de um personagem de Shakespeare do que detalhar sua órbita.
A intenção é agradar não apenas aos leitores de ficção científica, mas envolver o leitor através dos acontecimentos que discorrem sobre o comportamento humano e os reflexos de seus atos.
SINOPSE: Anos após presenciar o julgamento do Sistema Solar quando ainda era um recruta da Guarda Galáctica, Cairo volta a se reunir com seus amigos Ark e Codinome para mais uma viagem pelas estrelas.
Dessa vez, Cairo vai em uma jornada atrás de sua amada Stephane, que na ocasião do julgamento foi transformada em estrela e dada como morta pelo grupo.
Atormentado por achar que a estrela ainda brilha pedindo socorro, Cairo convence os demais a irem até Stephane descobrir a verdade.
O problema é que apenas Cairo consegue ver algo anormal no brilho da estrela e seu atual estado psicológico levam seus amigos a questionarem: será que Stephane está realmente viva e precisando de ajuda ou Cairo ficou completamente paranóico?
INTRODUÇÃO I: COMPLEXO CASO DE AMOR
Era uma vez, um frágil amor
Construído com bases no ódio
Ódio esse que cegou as contrapartes
E nunca permitiu que o amor se concretizasse.
Um amor que tinha tudo para ser perfeito
(Pois qual perfeição pode ser maior
Que a própria nêmesis ao espelho?)
Um amor, por vezes, brilhante como o Sol
Por outras, um tímido e distante brilho
Mas constante no céu
Como que a vigiar
Esta é uma simples história de ódio
Entre um homem e uma mulher
E um complexo caso de amor
Entre um homem e uma estrela.
INTRODUÇÃO II: A LENDA
Conta a lenda que num pântano de Lerna na Grécia, havia um monstro escondido muito perigoso. Esse monstro tinha 9 cabeças e seu hálito mortal era temido pelos habitantes das cidades vizinhas.
Para obter o perdão de Zeus, Hércules teve que realizar doze árduas tarefas e uma delas era derrotar a Hidra de Lerna.
Hércules e seu sobrinho Iolaeus foram até o covil do monstro para matá-lo. Arremessaram flechas a fim de chamar a atenção da Hidra e levá-la para fora do seu esconderijo.
Irritada e confusa, a criatura atacou. Hércules cortou suas cabeças, porém a cada uma cortada, duas novas surgiam em seu lugar, o que complicou bastante a situação.
Foi então que Hércules pode contar com a ajuda de Iolaeus: enquanto Hércules cortava as cabeças, Iolaeus cauterizava os locais com uma tocha flamejante, de modo que novas cabeças não pudessem crescer.
Para derrotar a última cabeça que era imortal, Hércules a esmagou com um enorme rochedo, derrotando de vez o monstro.
A história terminaria ali se Hércules não resolvesse embeber a ponta de suas flechas no sangue da Hidra, tornando-as venenosas.
Em outra ocasião, quando ele e sua noiva Dejanira estavam atravessando um rio, o centauro Nesso ofereceu-se para transportar Dejanira, e no meio da correnteza tentou raptá-la. Hércules matou-o com uma de suas flechas envenenadas com o sangue da Hidra, e antes de morrer, Nesso, simulando arrependimento, incentivou Dejanira a pegar um pouco de sangue do seu ferimento e guardá-lo; caso Hércules algum dia parecesse cansado dela, deveria embeber um traje no sangue e dá-lo para que ele o vestisse; após isso, ele nunca mais olharia para outra mulher.
Anos mais tarde Dejanira lembrou-se deste conselho quando percebeu que Hércules, ao voltar de uma distante campanha, estava claramente apaixonado por uma bela princesa.
Dejanira mandou a seu marido um robe tingido pelo sangue. Ao vestir a roupa, o veneno da Hidra penetrou na sua pele e ele tombou em terrível agonia.
Entretanto, os trabalhos de Hércules asseguraram-lhe a imortalidade, assim ele subiu ao Olimpo e assumiu seu lugar entre os deuses.
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