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Rastilho
de Prosa
ANTONIO
VIRGILIO DE ANDRADE
VirtualBooks
Formato: e-book/ PDF
Código: bvbnaRP00001
©
VirtualBooks 2000,
Idioma: Português
Grátis
para você!
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ANTONIO
VIRGILIO DE ANDRADE
Poeta
e Escritor, nasceu em dezembro de 1955, em Sertânia/PE; residiu
em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, e hoje vive em Brasília;
cidade na qual, ainda moço, participou da epopéia de sua
construção.
Antônio
Virgílio iniciou sua carreira literária publicando em editoras
virtuais obtendo, desde então, reconhecimento e apreço. É
Autor da VIRTUALBOOK EDITORA, onde possui cinco títulos
publicados. Publica regularmente na "USINA DE LETRAS",
revista on-line do Sindicado dos Escritores de Brasília, na
Revista on-line PONTO DE VISTA, na Revista on-line POESIA &
CIA; na Revista on-line MAGRIÇA e outras do gênero, onde
publica Contos, Crônicas, Poesias e Ensaios.
Sua
coletânea poética: RASTILHO DE PROSAS, publicada em formato
virtual e convencional, foi lançada na 16ª BIENAL
INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO/2000, na 19ª FEIRA DO
LIVRO DE BRASÍLIA/2000 e em outros eventos literários.
Recebeu
menção honrosa do Centro Cultural de Aricanduva - São Paulo,
com a Poesia SIMPLES; participou da "6º ANTOLOGIA editada
pela CÂMARA BRASILEIRA DE JOVENS ESCRITORES"; foi
selecionado para figurar no PAINEL BRASILEIRO DE NOVOS TALENTOS
- CBJE - Rio de Janeiro -; e foi incluído na "1º COLETÂNEA
POÉTICA DE ARICANDUVA", promovida pelo Centro Cultural de
Aricanduva - São Paulo.
Publicações
Virtuais:
Coletânea Poética: RASTILHO
DE PROSAS
Novela Infanto/Juvenil: CAÇADA
AO PIRA-BRASÍLIA
Conto Infanto/Juvenil: ÁGUA
RASA NO RIACHO FUNDO
Crônicas: CRÔNICAS
DO COTIDIANO E DO ABSURDO
Romance: OINOTNA, O
ÚLTIMO ERMITÃO
Publicações
em formato convencional:
Coletânea Poética: RASTILHO
DE PROSAS
Novela
Infanto/Juvenil: CAÇADA
AO PIRA-BRASÍLIA |
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Para
corresponder com ANTONIO
VIRGILIO DE ANDRADE, escreva:
Antonio.andrade@planejamento.gov.br
Avandrade@bol.com.br |
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Rastilho
de Prosa
ANTONIO
VIRGILIO DE ANDRADE
APRESENTAÇÃO
Rastilho
de Prosa não se propõe a provocar uma explosão poética
na já tão explosiva ou implodida Brasília. Talvez,
como Manuel Bandeira, Antônio Virgílio
também esteja farto do lirismo comedido ao abrir com Poetar,
que traduz o momento mágico da captura, não só da
imagem, mas também do momento inesquecível da criação
poética.
A
ousadia do Autor lhe permite , na casa sete, relembrar Bandeira
e na oitava, homenagear Pessoa.
Simples
é quando se ama simplesmente A Moça do Décimo
Primeiro, dona de uma tez de pequi maduro. No Vácuo
da Paixão, Antônio Virgílio avança o sinal sem a
preocupação de dar seta, sem perceber que o calor
obsceno domina minha alma por demais Promíscua.
Antônio
Virgílio nos permite com sua obra, uma grande divagação
poética, engendrada por muita química, suor, cores, e,
entremeadas pela sutil emoção de uma Beleza Morta,
ao mais duro pranto de um Náufrago, que em sua
trajetória se permite deitar com a amante, levantar-se
com uma esposa enciumada e sem ao menos conseguir
entender a Crônica da Infidelidade que o levou a
acordar com a mão no saco de um tal Agenor.
São
tantas as prosas que decidi decretar uma Gastronomia
Ditatorial, que muito me agradou pelo requinte da
sobremesa: Uma passeata de Sem Terra e desempregados com
cobertura da turba do barbudo farfante. Antônio Virgílio
desnuda em seus versos, uma busca inquietaste pelo amor
essência, amor paixão; quer seja por Capitu, ou
até mesmo a moça capaz de verticalizar sua caneta
tinteiro. Antônio Vigílio tem sua veia poética um sólido
tempero ideológico a nortear sua obra. De Antônio Virgílio
só tenho até então o conhecimento de sua obra e a
firme reconhecimento de um candango: "Não escreva
nada que se arrependa depois".
O
potencial de Virgílio é inegável. A densidade de sua
obra me dá a certeza de estar diante de um Poeta que se
ocupa em tornar sua obra um Pequeno Grande Outdoor, onde
denuncia o desrespeito público ao trabalhador, sem
tornar-se mais um panfleteiro perdido de Brasília.
Osmar
Rodrigues
- POETAR
-
-
- A
fotografia
- É
um momento ímpar
- Capturado
pelo olho mágico
- Do
fotógrafo.
-
- A
poesia,
- Um
momento inesquecível
- Imortalizado
nos versos
- Do
poeta.
LEMBRANÇAS
A
Fernando Pessoa
Eu
lembro,
Partiste num ontem;
Mas há quanto tempo sofro.
No refúgio da minha "Ribatejo",
Tua lembrança quebra a frieza da minh'alma
E ascende o fogo do desejo.
Como
dizer que nosso amor é findo,
No lenço guardo teu cheiro,
E nele vou me consumindo.
Beijos nunca dados sinto.
São doces lembranças,
Fantasias e instinto.
SIMPLES
Amar
é simples
Quando
se ama simplesmente
São
aromas, sons, cores e gestos simples
Que
ficam com a gente,
Como
aquele olhar cúmplice
Ou um
desolhar simplesmente.
Ela
cruzou o meu caminho
E foi
me possuindo, possuindo-me simplesmente
Ofertou-me
sua candura
E com
jeitos indecentes,
Levou-me
a fazer toda sorte de loucuras
Ser
feliz simplesmente.
Mas o
tempo passou naquele lugar simples
Foi
passando, passando simplesmente
Um dia
... meu mundo ruiu,
Foi
tudo tão de repente!
Como
veio, partiu...
Abandonou-me
simplesmente.
A
MOÇA DO DÉCIMO PRIMEIRO
A
musa do Palácio do Desenvolvimento, Brasília
Por
onde andará a moça
A moça
do décimo primeiro;
Que me
flechou com sorrisos e beijos
E se
escondeu por trás do espelho.
Por
onde andará a moça
A moça
do décimo primeiro;
Que
dançando na retina do meu olho
Verticalizou
minha caneta tinteiro.
Será
que ela não vem
Será
que é pra nunca mais?
O
mundo encobertou-se em sombras
Negrou
o sonho de um bom rapaz.
Seu
corpo exala cheiro dos campos
Dos
campos das Minas Gerais;
A tez
cor da cor de pequi maduro
Colhido
nas terras do Goiás.
Não,
mais sei se ela é mineira
Ou
baiana como seus pais;
Ouvi
dizer que é "Candanga"
Foi
manchete nos jornais.
Será
que ela não vem
Será
que é pra nunca mais?
Será
que partiu naquele novo trem (da alegria)
Pro
paraíso dos deuses congressionais?
NO
VÁCUO DA PAIXÃO
Você
avançou o sinal
Não
deu seta;
Te
procurei pelas ruas da capital
A
cidade ficou deserta.
Você
foi audaz e veloz
Foi
fugaz com seu bólido cor de vinho;
Deixou
no vácuo um cálido perfume atroz
Tristeza
e solidão no meu caminho.
Você
avançou o sinal
Não
deu seta;
Te
procurei pelas ruas da capital
A
cidade ficou deserta.
Espero
na "lombada eletrônica" te encontrar
-Aquela
que teima em engarrafar o "Eixinho"-;
Que me
revele o número do celular
E
escreva seu nome no meu colarinho.
Você
avançou o sinal
Não
deu seta;
Te
procurei pelas ruas da capital
A
cidade ficou deserta.
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