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POESIA / TRADUÇÃO
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O
JARDIM DOS POETAS
Leónidas Lamborghini
Tradução e ensaio de Eric Ponty
VirtualBooks
Formato: e-book/ PDF
Código: nvtJP00005
© VirtualBooks 2000,
Idioma: Português
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Eric Ponty é poeta, escritor e ensaísta. Nasceu em abril de 1968. É
menbro da Academia de Letras Sanjoanense na cadeira do Poeta José Severiano de Rezende um
dos precursores do Modernismo.
Foi elogiado pelos poetas Ferreira Gullar, Ivo Barroso, Ivan Junqueira, Augusto Massi,
entre outros pelo seu poema ainda inédito "Pompas de Abril".
Lançou os seguintes livros de poesia "Homo-Imagens"
(esgotado), "Livro Sobre Tudo" (Elogiado pelo
Poeta Ferreira Gullar), traduziu "O Cemitério Marinho"
de Paul Valéry, e "O Anjo de David" este de literatura
infanto-juvenil e os livros de ensaios "Breviário do Tempo" e
"A Contemplação do belo Adormecido" todos
publicados pela A Voz do Lenheiro Editora. O SACERDÓCIO DA POESIA, Uma introdução à poesia de José Severiano de Resende.
Integra o projeto "A Voz do Poeta"
que consiste na gravação de um Cd individual onde se registra a leitura pessoal de seus
poemas. Com coordenação de Ivo Barroso (Trad. Do Pêndulo de Focault e Razão e
Sensibilidade).
É colaborador da Dimensão Revista Internacional de Poesia e da revista Xilo e Orion
Revista de Poesia do Mundo de Língua Portuguesa. Poesia para Tados. Colabora nas
revistas On-line Agulha e Tanto entre outras. Está incluído na Antologia Mineira
do Século XX do prof. e crítico Assis Brasil editado pela Imago (RJ) em 1998 que já se
encontra esgotado.
"Com toda a sua atividade performática e multimidia, Eric Ponty estreou com livro
de poesia, Homo-imagens, de 1996, para no ano seguinte lançar Livro
sobre tudo, talvez uma "resposta " ao Livro sobre Nada de Manoel de Barros. os
livros de poesia inéditos são vários, em destaque Melancolia de uma tarde de domingo e
Inautagónico. Do primeiro, damos uma amostra nesta Antologia.
Como muitos poetas de sua geração, Eric Ponty se diz devedor dos movimentos poéticos
das décadas de 60/70, mas com a referência da tradição modernista de um Manuel
Bandeira, e mais Murilo Mendes e Dante Milano.
Coroando a sua performance literária, pelo menos na sua cidade natal, Eric Ponty
eleito membro da Academia de Letras de São João del-Rei, cadeira cujo patrono é o poeta
José Severiano de Resende."
A POESIA MINEIRA NO SÉCULO XX - ORGANIZAÇÃO E NOTAS ASSIS BRASIL -
Coleção Poesia Brasileira - Imago Rio de Janeiro 1998 Brasil
Para corresponder com Eric Ponty escreva: aldelrei@mgconecta.com.br
Autor |
Leônidas Lamborghini nasceu em Buenos Aires, em 1927. Publicou As
Patas nas Fontes (1965), A Canção de Buenos Aires (1968)
e Partidas (1972) entre outros livros. O Jardim dos Poetas,
reserva naqueles restos de seu silêncio foi escrito por Lamborghini no México entre 1987
e 1988.
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O JARDIM DOS POETAS
Leónidas Lamborghini
[Poesia Argentina
contemporânea]
TRADUÇÃO
E ENSAIO: Eric Ponty
POETÁRIO DA ESPERA
Parterre 1
Poetas que esperam a inspiração da musa
Poetas que esperam com muita esperança a inspiração da Musa
Poetas que não esperam com tanta esperança a inspiração da Musa
Parterre 2
Poetas que esperam com alguma esperança a inspiração da Musa
Poetas que esperam tudo da inspiração da Musa
Poetas que quase esperam tudo da inspiração da Musa
Parterre 3
Poetas que não esperam nada da inspiração da Musa
Poetas que não esperam quase nada da inspiração da Musa
Poetas que esperam num ponto tudo da inspiração da Musa
Parterre 4
Poetas que esperam sem mais esperança a inspiração da Musa.
Poetas que esperam sem qualquer esperança a inspiração da Musa
Poetas que põem todas suas esperanças na inspiração da Musa
Parterre 5
Poetas que não esperam com muita esperança a inspiração da Musa
Poetas que esperam pacientes a inspiração da Musa
Poetas que esperam algo impacientes a inspiração da Musa
Parterre 6
Poetas que esperam num ponto tanto quanto você fica impaciente
com a inspiração da Musa
Poetas que esperam muito impacientes a inspiração da Musa
Poetas tristes enquanto estão esperando pela inspiração da Musa
Parterre 7
Poetas que fazem qualquer coisa esperando tristes a inspiração da Musa
Poetas que esperam um pouco triste a inspiração da Musa
Poetas que esperam inseguros a inspiração da Musa
Parterre 8
Poetas que esperam seguramente a inspiração da Musa
Poetas que estão esperando e se cansaram da inspiração da Musa
Poetas que esperam almejar a inspiração da Musa
Parterre 9
Poetas que não esperam com muita segurança a inspiração da Musa
Poetas não tão cansados enquanto estão esperando pela inspiração da Musa
Poetas que esperam sem nenhum desejo a mais inspiração da Musa
Parterre 10
Poetas que quase fazem qualquer coisa cansaram enquanto
esperavam pela inspiração da Musa
Poetas que esperam com calma a inspiração da Musa.
Poetas que esperam bastante tranqüilos a inspiração da Musa.
Parterre 11
Poetas que esperam absolutamente tranqüilos a inspiração da Musa.
Poetas que esperam hesitantes a inspiração da Musa.
Poetas que não esperam muito tranqüilos a inspiração da Musa.
Parterre 12
Poetas na espera ardente da inspiração da Musa.
Poetas que esperam num ponto e desejam muito a inspiração da Musa.
Poetas que esperam sem qualquer vacilação a inspiração da Musa.
Parterre 13
Poetas que esperam absolutamente hesitantes a inspiração da Musa.
Poetas que esperam vigilantes a inspiração da Musa.
Poetas que esperam com alguma vigilância a inspiração da Musa.
Parterre 14
Poetas que num ponto e tanto quanto noutro esperam distraídos a inspiração da Musa.
Poetas muito distraídos que esperam a inspiração da Musa.
Poetas que esperam muito tempo a inspiração da Musa.
Parterre 15
Poetas que esperam muito tensos a inspiração da Musa.
Poetas que esperam um pouco tensos a inspiração da Musa.
Poetas que esperam tensos qualquer coisa da inspiração da Musa.
Bosquinho
Poetas sem musa, propenso.
Poetas sem musa, extraviado.
Poetas sem musa, jacintos.
Parterre 16
Poetas que quase nervosos fazem qualquer negócio pela inspiração da Musa.
Poetas que esperam com a ponta dos nervos o principiar da inspiração da Musa.
Poetas que esperam na ponta dos nervos a inspiração da Musa.
Parterre 17
Poetas absolutamente calmos que esperam a inspiração da Musa.
Poetas não esperam muita calma a inspiração da Musa.
Poetas que esperam absorver a inspiração da Musa.
Parterre 18
Poetas esperam nada ser absorvido pela inspiração da Musa.
Poetas que construíram esperanças na espera da inspiração da Musa.
Poetas que Construíram as esperanças muito pequenas nos poetas e
que esperam a inspiração da Musa.
Parterre 19
Poetas que construíram bastante esperança e que esperam a inspiração da Musa.
Poetas vivazes que esperam a inspiração da Musa.
Poetas que fazem qualquer coisa para que esperem vivamente a inspiração da Musa.
Parterre 20
Poetas que esperam bastante vivamente a não inspiração da Musa.
Poetas muito vivazes que esperam a inspiração da Musa.
Poetas sem qualquer ilusão que esperam a inspiração da Musa.
Parterre 21
Poetas que esperam absorver o eu da inspiração da Musa.
Poetas que esperam suficientemente absorver o eu da inspiração da Musa.
Poetas que esperam absorver o eu insuficientemente a inspiração da Musa.
Parterre 22
Poetas que esperam um pouco absorver o eu a inspiração da Musa
Poetas qualquer coisa esperando absorver o eu na inspiração da Musa
Poetas esperando que se chateiem pela inspiração da Musa.
Parterre 23
Poetas que esperam quase qualquer coisa chateando a inspiração da Musa
Os poetas esperam e se chateiam absolutamente na inspiração da Musa
Poetas num ponto tanto quanto noutro e esperam chateados a inspiração da Musa
Parterre 24
Poetas que esperam alegres a inspiração da Musa
Poetas que esperam algo alegres a inspiração da Musa
Poetas que põem toda sua felicidade que esperam a
inspiração da Musa |
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