Biblioteca Virtualbooks Música e História

   

»Canais                   

»Alemão

»Espanhol

»Francês

»Inglês

»Italiano

»Português

» Agenda Cultural
» Amazon
» Arte Pau Brasil
» Bíblia Sagrada
» Códigos e Leis
» Crianças
» Didáticos
» Doc. Históricos
» Direitos Humanos
» Entrevistas
» Galeria Virtual
» Gazeta Pará-Minense
» Informática
» Leituras Permanentes
» Livros Online
» Livros Traduzidos
» Novos Autores
» Ridendo Castigat Mores
» Saúde
» Shakespeare
» ShoppingMinas
» Teses da Puc/SP
» Turismo
Bioquímica

Caminhando pela Bioquímica...
Uma visão objetiva e (pré)acadêmica

Raquel da Silveira Nogueira Lima
A elaboração da presente obra foi inspirada pelo desejo de aproximar o estudante iniciante das áreas biológicas em alguns dos principais questionamentos a respeito da lógica de organização, manutenção, perpetuação bem como, das possíveis inte
rrelações que podem ser estabelecidas entre os organismos vivos.
Psicanálise

Grupo: Esquema Estrutural e Dinâmica Grupal
Danúzio Carneiro

Dinâmica Grupal Conceituação, História, Classificação e Campos de Aplicação
Danúzio Carneiro
Por propiciar respostas necessárias para a compreensão e resolução do mais essencial dilema humano - o relativo à sua convivência social, nos próximos tempos a Dinâmica Grupal ocupará nas ciências humanas um papel com importância semelhante ao que a Psicanálise ocupou no século passado".

O Teste Sociométrico
Danúzio Carneiro
Com este trabalho completa-se  uma trilogia. Primeiro, publicamos a obra intitulada de Grupo: Esquema Estrutural e Dinâmica Grupal; segundo, e num simultâneo momento, publicamos a obra Dinâmica Grupal: Conceituação, História, Classificação e Campos de Aplicação. Agora, estamos publicando este Apresentação do Teste Sociométrico.

Arte-Terapia -Iconologia da perversão Imgens da Melancolia do desejo
Ivan Ferrer Maia
"Os sonhos aparentemente inocentes vêm a ser justamente o inverso quando nos damos ao trabalho de analisá-los. São, se é que posso assim expressar-me, lobos na pele do cordeiro" - Freud, 1900
Teologia
Manual de Teologia
Alexandre Z. Bacich
Um estudo sobre todas as religiões, destacando-se Judaísmo, Cristianismo, Islamismo; abordando ainda cultos de origem africana e o espiritismo, em especial a corrente Kardecista.
História

Os Escândalos de Carlota Joaquina
Assis Cintra


Guerra Junqueiro e o vaticano
Anônimo

Histórias Que Não Vêm na História
Assis Cintra


O Chalaça-Favorito do Império
Assis Cintra

As Amantes do Imperador
Assis Cintra


Na Margem da História
Assis Cintra


Oração aos Moços
Rui Barbosa

Compilados por Edilberto Pereira Leite
 
As Origens do Canto Gregoriano
MARIA ALICE PEIXOTO RULL

VirtualBooks
Formato: e-book/ PDF
Código:
vbocantogreg0234
© VirtualBooks 2001,
Idioma: português


Grátis para você!

»Sobre o Autor e sua Obra

 

 

MARIA ALICE PEIXOTO RULL é natural do Rio de Janeiro e reside em Brasília desde 1975.  

É licenciada em Ciências Físicas e Biológicas pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília, e formada – a nível médio – em Piano, Órgão e Francês. É organista gregorianista no Mosteiro de São Bento de Brasília desde 1992.

A partir de 1996 começou a pesquisar as origens culturais e históricas do Canto Gregoriano, recuando sua pesquisa até 7.500 anos  aC.

Fez três apresentações públicas deste trabalho, sendo uma na Universidade de Brasília, para os alunos do curso de  História.

Desde 1999 está pesquisando a origem dos sinais medievais do Cantochão, os quais remontam às primeiras formas de escrita.

Seu estudo é todo autodidata, porém, conta com a avaliação e orientação de Professores das áreas de Música e História, além de Grego.

A autora gostaria de trocar informações com pessoas interessadas no assunto.
Para corresponder com Maria Alice Peixoto Rull, escreva: alicerul@bol.com.br
vbo

»Trechos do livro  eletrônico

 
     

 

 

 


As Origens do Canto Gregoriano
MARIA ALICE PEIXOTO RULL

Introdução

         As raízes do Canto Gregoriano estão fincadas em um tempo muito mais remoto do que imaginamos.

Na verdade, o que ficou conhecido como Canto Gregoriano após a morte de São Gregório Magno em 12/03/604, foi uma evolução dos primeiros cantos produzidos pelas civilizações mais antigas que povoaram a Mesopotâmia.

O que sabemos do Canto Gregoriano como histórico é que o mesmo foi amplamente difundido na Idade Média, principalmente depois que o Papa Gregório Magno organizou todo o canto existente e fundou a Schola Cantorum.

Sabemos também que estes cantos vieram dos primeiros cristãos e que foram posteriormente “purificados”, “desassociados” das práticas profanas às quais alguns estavam ainda ligados, e assim, a Igreja Católica “tomou-os” para a sua liturgia em torno do século VI ( começos da Idade Média ).

Mas, de onde os primeiros cristãos trouxeram, ou copiaram, ou herdaram esses cantos, ou essa forma específica de celebrar os seus rituais?

Para obtermos esta resposta devemos nos reportar ao 8° milênio a.C., ao período compreendido entre 8.000 e 6.000 anos a.C., chamado JERICÓ NEOLÍTICO.


Começa o histórico do Canto Gregoriano

Foi entre 7.800 e 7.200 que grupos semi-nômades se estabeleceram em Jericó, região situada na margem ocidental do rio Jordão. Uma muralha cercando a aldeia e uma torre de observação indicam a fixação deste grupo de cerca de 10.000 pastores que não fabricavam a cerâmica.

De 6.000 a 4.000 temos o período TAHUNENSE, em que, na Palestina e na Jordânia, aparecem estatuetas de animais e pequenas esculturas fálicas ( representando  os órgãos genitais ), todas encontradas dentro de uma construção semelhante a um santuário. Temos aqui, na passagem do sistema nômade para o semi-nômade as primeiras manifestações religiosas, observadas através da existência deste santuário.

Paralelamente, na Anatólia, região da Ásia Menor, entre 6.500 e 5.500 existiu uma população que vivia da caça e da agricultura, o que já indica a sua fixação. Neste sítio arqueológico chamado Çatal Hüyük, foi encontrada uma vasta documentação religiosa, a qual inclui afrescos, adornos e esculturas. Os afrescos mostram personagens em danças rituais acompanhadas de outras que tocam arcos e tambores. Fica evidente o conhecimento da música e a confecção de instrumentos musicais. Aliás, o tambor, os instrumentos de corda e os de sopro estão presentes nas tribos mais primitivas, como os aborígenes, os pigmeus africanos e os bosquimanos.

A população de Çatal Hüyük já fabricava a cerâmica e utilizava o cobre e o chumbo, além de percorrerem certas distâncias para obter obsidiana, mármore e alabastro. Este grupo já fixado praticava rituais religiosos e fazia uso da música no seu acompanhamento. Ainda não conservavam os seus mortos para prosseguirem no além-túmulo, mas a temática dos seus rituais versava sobre a Vida e a Morte.

Ressalte-se que a cerâmica surgiu entre 6.000 e 5.500 em três culturas: no vale  do Yarmuk, nos arredores de Jericó e ao longo da costa ( futura Fenícia e região por onde peregrinaram os apóstolos Pedro e Paulo no século I d.C.), com influências da Síria e da Cilícia. Todas estas cerâmicas são semelhantes e foram encontradas nos mesmos níveis de escavação, tendo sido fabricadas, pois, na mesma época. Houve uma evolução da arte ceramista após o surgimento dos primeiros utensílios de cobre, quando os artefatos de pedra diminuíram consideravelmente de produção. A cerâmica tornou-se mais colorida e adornada, cuja evolução propagou-se pelas regiões vizinhas alcançando as ilhas gregas no Mar Egeu, e a Trácia junto ao Mar de Mármara.

Segundo Estrabão, historiador grego que viveu no século I a.C., a música grega é originária da Trácia ( hoje Bulgária ) e da Capadócia, região da Ásia Menor situada próxima à Cilícia e à atual Armênia. Se as cerâmicas são semelhantes e foram produzidas à mesma época, houve um intercâmbio, uma ligação entre as populações da Ásia Menor, das ilhas gregas e da costa do Levante. Como conseqüência natural deve ter havido também um intercâmbio, uma troca de culturas e conhecimentos, incluso o conhecimento musical.

Mas, em torno de 4.700 esse progresso todo foi destruído ( o dilúvio ocorreu aproximadamente neste período ), e apenas alguns sítios permaneceram em atividade.

Dentro do mesmo período de tempo referido anteriormente - 6.500 a 5.000 - temos na  Mesopotâmia, berço da civilização Suméria, a formação das primeiras comunidades rurais em Jarmo, datando de 6.500 segundo datações radiocarbônicas. Aqui foram encontradas tumbas e estatuetas de argila com formas animais. No Egito vamos encontrar mais tarde múmias de animais para acompanhar os mortos no além-túmulo.

Os comerciantes de Jarmo percorriam grandes distâncias para adquirirem obsidiana da Turquia, local onde foi encontrada a mesma cerâmica de Çatal Hüyük ( em Mersin e nos arredores dos lagos Psídios - atual Turquia ).

Entretanto, foi somente em torno de 6.000 que aquelas comunidades se instalaram definitivamente nas planícies e nos sopés das montanhas, principalmente em Hassuna, às margens do Tigre. A cerâmica de Jarmo é pintada mas não apresenta figuras ou desenhos como a cerâmica de Samarra, por exemplo, que é igual à de Çatal Hüyük.

 Aduz-se que essas primeiras comunidades de Jarmo, ao se fixarem desenvolveram um estilo próprio e menos elaborado da arte ceramista, ainda sem contatos significativos com as aldeias vizinhas. Ocorre que o estilo da cerâmica de Samarra foi encontrado em Nínive, no médio Eufrates, em Antioquia e no sopé dos montes Taurus, o que prova a assimilação, na Mesopotâmia, da cultura de Çatal Hüyük, localizada no planalto Anatólico, ainda muito antes da ocorrência do dilúvio, e percorrendo o sentido norte-sul.

Em 5.000 vamos encontrar a civilização de Tell Halaf estendendo-se dos montes Zagros até o Mediterrâneo, ou seja, percorrendo o sentido  leste-oeste. Seu centro mais importante é Arpachiyah, na planície do alto Tigre, e a cerâmica é muito mais refinada, branca ou colorida, às vezes polida, com motivos naturalistas ou geométricos ( como na cerâmica de Samarra ). Esta aprimorada técnica espalhou-se por toda a Mesopotâmia, utilizando ainda os temas do bucrânio, caveira de boi que muitos séculos/milênios mais tarde os arquitetos gregos e romanos viriam a usar como ornamentação dos altares.

Esta civilização obteve um desenvolvimento geral muito grande, atestado pelos trabalhos em metais, principalmente cobre e chumbo, e pela pavimentação, com seixos, das ruas de Arpachiyah. Trabalhavam também, com muito esmero, a obsidiana e outras pedras duras, e suas relações comerciais iam do planalto Anatólico ao Golfo Pérsico.

Mais uma vez houve a destruição de uma civilização no seu apogeu, só que agora resultante da recém-chegada de um povo do sul da Mesopotâmia, a futura importante civilização de El-Obeid.  Os antigos ocupantes resistiram até 3.300, especialmente em Tepe Gawra, até serem absorvidos completamente pelos novos colonizadores. Mas, que cultura trouxeram estes novos colonizadores?

O mais interessante é que no sul da Mesopotâmia a cerâmica mais antiga encontrada é semelhante à cerâmica de Hassuna, e datada de 6.000 (mesma época da instalação definitiva das comunidades em Hassuna, às margens do Tigre). Esta cerâmica, monocromática com motivos quase sempre geométricos, foi encontrada em Kish, Ur, Tello e Qalaa  Hadj Muhammed ( aldeia vizinha de Uruk, centro da futura civilização suméria ). A cerâmica de Samarra também apresenta motivos geométricos como triângulos, losângos e a cruz gamada, e como vimos, espalhou-se por extensa região no mesmo milênio, e ainda, é igual à de Çatal Hüyük.

 

     

»»»»Para copiar o livro eletrônico completo,

 

clique aqui
 
 

»Programas para abrir os livros eletrônicos:


DescompactadorWinZip
 

»Programas para ler os livros eletrônicos:


PDF:
Acrobat Reader
 

e
bookReader:eBook Reader
 

Microsoft Reader:
Microsoft Reader


Tire seu original da gaveta e envie para nossa equipe editorial. Venha fazer parte da maior biblioteca de livros eletrônicos da Web brasileira. Para saber mais, clique aqui

 

 

 

Copyright© 2000/2001 Virtualbooks Todos os direitos reservados.  All rights reserved.