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hq.JPG (13540 bytes)COMO ESCREVER UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS
Gian Danton
VirtualBooks
Formato: e-book/ PDF
(ilustrado)
Código: nahqr00006
© VirtualBooks 2000,
Idioma: Português


Grátis para você!

Autor 

Gian Danton

Pseudônimo de Ivan Carlo Andrade de Oliveira. É jornalista, professor, roteirista e escritor. Mestre em comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo.

Tem realizado trabalhos para publicidade, como o roteiro do desenho animado "SUS", para a Secretaria de Saúde de Curitiba.

Sua produção literária inclui um livro infantil (Os Gatos, editora Módulo), um artigo na coletânea de artigos acadêmicos Histórias em Quadrinhos no Brasil: Teoria e prática e o livro Spaceballs, publicado pela Associação Brasileira de Arte Fantástica.

Colabora com vários sites e publicações, além de manter uma coluna fixa no jornal O Liberal Amapá.

Produz roteiros de quadrinhos desde 1989, quando estreou na extinta revista Calafrio. Sua produção de roteiros para quadrinhos inclui histórias para as editoras Nova Sampa, ICEA, D´arte, Brazilian Heavy Metal, Metal Pesado e para a editora norte-americana Phantagraphics.

Seu trabalho mais recente na área de quadrinhos foi o roteiro e a edição de texto da revista Manticore pelo qual ganhou os prêmios Ângelo Agostini (melhor roteirista de 1999) e HQ Mix (melhor lançamento de terror).

Mantém o site Idéias de Jeca-tatu (http://www.lagartixa.net/jecatatu), único no Brasil especializado na discussão sobre roteiro para quadrinhos.

É membro titular e editor da revista eletrônica do Grupo de Trabalho Humor e Quadrinhos do Congresso de Comunicação Intercom.

É professor titular de Língua Portuguesa do Centro de Ensino Superior do Amapá – CEAP e de marketing, publicidade e propaganda e redação jornalística do Sistema de Ensino Superior da Amazônia - SEAMA.

Para corresponder com Gian Danton escreva: calliope@uol.com.br

 

 

 

 

Trechos de

 

COMO ESCREVER UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS  (ilustrado)
Gian Danton

 

APRESENTAÇÃO

Este trabalho é resultado de mais de 10 anos de prática de quadrinhos, seja escrevendo, seja dando aulas sobre o assunto.

Nele estão unidos dois trabalhos distintos: o fanzine A DIFÍCIL ARTE DE ESCREVER QUADRINHOS e o MANUAL DO ROTEIRISTA. Este último foi escrito em parceria com ABS Moraes (creio que o mais talentoso escritor de quadrinhos da nova geração) e veiculado no site IDÉIAS DE JECA-TATU (www.lagartixa.net/jecatatu ).

Nele, o neófito pode encontrar todas as dicas para se tornar um roteirista de qualidade. Mas vale lembrar que nenhum livro, por melhor que seja, é capaz de realizar milagres. Escrever quadrinhos, ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, exige muito esforço, dedicação e perseverança. E exige também muita leitura.

Tenho encontrado alguns garotos que sonham tornarem-se roteirista de quadrinhos, mas só lêm gibis e, pior, só de super-heróis. Um bom roteirista deve ler de tudo: livros de história, de psicologia, de antropologia, de filosofia, romances, contos e revistas dos mais variados tipos. Em qualquer lugar pode estar uma idéia para uma história. Além disso, você nunca sabe quando vai precisar de uma determinada informação. Então, por via das dúvidas, leia tudo que cair nas suas mãos.

Antes de passar diretamente para a obra, gostaria de lembrar que ninguém faz nada sozinho. E isso é ainda mais verdadeiro em quadrinhos. A revista Manticore foi o gibi brasileiro mais premiado de todos os tempos. Embora eu fosse o roteirista, a revista foi resultado de um trabalho de equipe e só a união e afinamento dessa equipe permitiu que o resultado final fosse tão bom.

Da mesma forma, este livro, embora rigorosamente todos os textos sejam meus, é resultado da ajuda de uma série de pessoas.

A primeira delas é o desenhista Antonio Eder Semião (Manticore), que fez várias críticas e sugestões. Alguns capítulos, como o que fala de projetos e o exercício, foram sugestões dele.

A Segunda pessoa igualmente importante é o já citado ABS Moraes. Além de Ter me ajudado a escrever a versão que está no IDÉIAS DE JECA-TATU, ele contribuiu sobremaneira com todo o resto.

Além disso, há uma série de outras pessoas que leram os trabalhos anteriores e comentaram, contribuindo para sua melhoria em especial os desenhistas José Aguiar (Manticore) e Joe Bennet (Homem-Aranha).

 

CAPÍTULO I

O QUE É UM ROTEIRO E PARA QUE SERVE

Durante algum tempo da história dos quadrinhos, desenhista e roteirista eram a mesma pessoa. Em outras palavras, havia um só artista, que bolava a história, escrevia, desenhava e, em alguns casos, até fazia o letreiramento.

Mas com o tempo foi possível perceber que nem todo bom desenhista é também um bom roteirista. Para ser bastante sincero, logo ficou claro que alguns desenhistas eram quase analfabetos.

Foi quando surgiu a figura do roteirista. Creio que o primeiro grande roteirista foi Lee Falk, autor de Mandrake e Fantasma. Falk criou verdadeiras lendas e tinha total controle sobre elas. Mas como ele podia fazer isso? Afinal, ele era apenas o escritor... Como ele poderia fazer com que o desenhista ilustrasse a história exatamente como estava em sua cabeça?

Se você respondeu "através do roteiro", ganhou um doce.

O roteiro é uma invenção genial. Ele permitiu que uma pessoa incapaz de desenhar um círculo fizesse quadrinhos. Ele permitiu que artistas que não se conhecem, e nem mesmo moram no mesmo país, possam trabalhar juntos. E, finalmente, o roteiro abriu a possibilidade dos quadrinhos alcançarem uma qualidade literária e gráfica inimaginável.

Portanto, o roteiro é um veículo através do qual o escritor consegue orientar o desenhista, levando-o a ilustrar a história exatamente como ele imaginara.

******

ALGUMAS PALAVRINHAS QUE
VOCÊ DEVE CONHECER

Planos

Os planos surgiram no cinema, mas sua linguagem acabou sendo aproveitada nos quadrinhos. Eles significam como o leitor irá ver o personagem ou a cena. Há diferenças de autor para autor, mas em geral os planos são assim classificados:

Panorâmica – Uma imagem bastante aberta de uma paisagem, com ou sem personagem. Geralmente nos quadrinhos é usado o quadro vertical para as panorâmicas.

Plano geral – Aqui vemos apenas o personagem e um pouco da paisagem, acima de sua cabeça e abaixo de seus pés.
geral.jpg (10475 bytes)
(*)

Plano americano – Diz a lenda que o plano americano foi criado pelos americanos para filmar as películas de faroeste. Era necessário um plano que mostrasse bem o personagem, mas que também mostrasse a arma pendurada na cintura. Assim foi criado um plano que mostrava o personagem pouco acima do joelho até a cabeça.
americano.jpg (4847 bytes)

Plano médio – Nesse caso, o corte é feito à altura do peito, ou da barriga. É quase um close.
medio.jpg (3141 bytes)

Close – ângulo fechado do rosto do personagem.
close.jpg (1914 bytes)

Big close – e se você quiser mostrar apenas os olhos? Use um big close. É a aproximação de alguma das partes da cabeça, seja um olho, boca, nariz, ou orelha.
big_close.jpg (902 bytes)
 

*Desenhos de Rovel

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COMO ESCREVER UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS
Gian Danton

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