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DONA
GRAMA - Pois bem, eu posso segurar
a formação do caule, com as reservas que eu guardei das
últimas chuvas que caíram; mas, o senhor Copo de Leite,
terá que segurar a minha razão e também a da Margarida,
pois do jeito que anda emocionada, eu tenho medo que ela por uma fração
de segundos, possa descolorir por total e virar fonte de beber. . . Então.
. . Lá vou eu. . . Innnninnnn. . . .Innlllnnnnnn. . . nnninnnnnnllnnn.
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. COPO DE LEITE - Se eu não seguro a razão deste
jardim, vamos todos virar água e ao
invés de jardim, viramos um rio. Vamos lá Senhor Menino
Aquático, se embeveça pêlos caminhos do líquido,
mas não atropele as proteínas e as outras energias, que
elas nos darão depois as cores; se você atropelá-las
ficaremos todas sem cores, portanto, sem delírios e devaneios.
Vamos só pêlos caminhos da água e não deixe
o sol e o vento carregarem todo o nosso mundo para o gasoso. Lá
vou eu... knnkkkn... knnnnknn... nnnkknnkn... nnknnnnn
Então, o jardim todo viajou pêlos caminhos da água
de todo o Planeta, como se fossem todos um líquido só. Com
o cair da tarde, veio a chegada da noite e no momento em que o sol se
escondeu no monte, o menino voltou ao sólido e começou a
ficar esverdeado, seus cabelos ficaram espingados e grandes, formando
uma pequena copa ao redor de sua cabeça.
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