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Parte 1
Nossos heróis estavam presos no interior da Dionéia, a planta carnívora que se fechara sobre eles.
- Essas paredes vão se abrir um momento ou outro. É só ficar atento e escapulir quando isso for possível.
- Não é assim tão fácil. – lamentou a Duquesa.
- Por quê?
- A Dionéia pode levar até trinta dias para abrir sua armadilha...
- Ou seja, ela só vai abrir quando já tivermos morrido de fome e de sede!
- Pior, ela só vai abrir quando já tivermos nos transformado em adubo...
- Toku, veja se consegue abrir isso! – ordenou Lia.
Toku, obediente, deu alguns socos na planta, mas foi o mesmo que nada.
- Força bruta não adianta. Precisamos é tentar abrir.
Mas Toku era pequeno demais para exercer pressão dos dois lados.
- Vamos fazer o seguinte: um grupo pressiona de um lado e outro grupo pressiona de outro. Se conseguirem abrir um pouquinho, eu pego nas bordas e tento abrir. – sugeriu o Duque.
De fato, de todos, só ele e a duquesa poderiam fazer isso, pois a borda da planta era cheia de pequenos espinhos que picariam qualquer, menos dois, cujos corpos eram feitos de minerais.
Assim foi feito. Toku, Bruno e JR de um lado e a Duquesa e Lia de outro, foram aos poucos afastando as bordas. Chegou um momento em que o Duque conseguiu agarrar com as mãos os dois lados da planta que se fechava sobre eles. Com grande esforço, conseguiu abri-las, não muito, mas o suficiente para os amigos passarem.
- Vamos, corram! Logo não vou conseguir mais segurar isso aqui.
Os heróis fugiram pela fresta aberta, mas não foi possível sair com o carro, de forma que seguiram o restante do caminho a pé. Também houve um incidente: quando escapava pela fresta, Bruno machucou o braço nos espinhos. Felizmente o palácio do reino vegetal não estava longe.
- Chegamos! – anunciou o Duque Citrino.
- Chegamos onde? – indagou Bruno. Só vejo árvores e mais árvores.
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