|
PARTE 1
- Conte, conte senhor Duque! Como conseguiram o artefato? – pediu o Rei.
E o Duque se pôs a contar:
- Minha senhora, logo após o acidente, fomos, protegidos pela redoma de invisibilidade e seguimos na direção do vulcão. Felizmente não era muito longe. Mas quando lá chegamos, nós nos vimos numa situação difícil: certamente o segundo artefato estava no vulcão, mas como encontrá-lo? Até para mim, colocar a mão num vulcão e procurar era impossível.
Ficamos algum tempo sentados, conversando e tentando achar uma solução. Foi quando apareceu um homenzinho. Era o tutor e mestre destas crianças.
- Mestre Tao. – atalhou Bruno.
- Sim, mestre Tao. Ele surgiu do nada, aproximou-se e perguntou qual era o problema.
- Sabemos que o segundo artefato está no vulcão, mas não sabemos como tirá-lo de lá. – explicou Lia.
O Mestre Tao ficou um tempo pensando, depois virou-se e foi embora. Todo mundo saiu correndo atrás dele, mas ele logo tinha desaparecido depois de uma esquina. No lugar dele, só havia sobrado uma rocha.
- Havia alguma mensagem na rocha? – perguntou o Dragão Mineral.
- Não, meu senhor. – lamentou o Duque. Não havia nada escrito.
Parecia um enigma insolúvel. Então a coruja dessas crianças se aproximou e tirou a rocha das minhas mãos. Voou alto e jogou a pedra lá de cima.
- Não! – disse o Dragão.
- Sim, majestade. Nós também ficamos preocupados. A única pista que tínhamos ia se espatifar no chão e deixar de existir...
- Isso era terrível. – comentou o Dragão, sem perceber que, se os heróis estavam ali, é porque tinham conseguido solucionar o problema.
- Nós ficamos lá olhando a rocha se aproximar do chão, pronta para se espatifar. Junto com ela, iam se espatifar todas as nossas esperanças...mente será revelado o nome do traidor.
|