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Parte
I - O estranho objeto
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Bruno
era um desses garotos elétricos. Bastou que JR
dissesse que aquela
era a casa e ele saiu disparado pela porta a
dentro. Sua irmã Lia ficou mais
uma vez preocupada. A casa não parecia muito
segura com sua porta emperrada
e
os degraus caindo aos pedaços. A madeira do
assoalho apodrecera,
revelando, aqui e ali, a cabeça de um prego.
Parecia estar tudo desmoronando
naquela casa, das paredes ao teto.
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Isso
dava um ar ainda mais misterioso e assustador à
descoberta de JR. Um
dia
desses, percorrendo as ruas do bairro, ele
encontrara o casarão e o
estranho objeto, escondido em um armário em baixo
da escada.
Vocês
devem estar se perguntando o que esse objeto tinha
de tão diferente.
Para
começar, era uma espécie de prato de porcelana
com um círculo no
centro
formado por dois peixes nadando em sentido contrário.
Ao
redor do círculo havia três dragões. Embora
parecesse, não devia ser um
prato,
pois não dava para comer nele.
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Mas
o que era mais estranho é que, enquanto todo o
resto da casa estava
cheio
de poeira, o prato estava em perfeito estado e nem
um pouco sujo ou
empoeirado.
JR
pensou em pegar o prato e levar para os amigos,
mas achou que seria mais
emocionante
se ele os levasse até a casa.
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Os
três não tiveram grande dificuldade para
encontrar o objeto. Ele estava
exatamente onde JR os encontrara pela primeira
vez, como se estivesse
esperando por eles.
-
Nossa, parece muito antigo. - disse Bruno. Deve
ter um milhão de anos!
-
Isso é impossível, seu bobinho! - argumento Lia.
-
Ah, é? E por que, espertinha?
-
Simples. Há um milhão de anos não havia pessoas
para fazer isso.
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Bruno,
que estava na fase dos porquês, não perdoou:
-
Por que não havia pessoa há um milhão de anos,
hein?
-
Ora, porque...
Lia
não terminou. O prato, nas mãos de Bruno, estava
tremendo e emitindo
uma
luz azulada.
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-
Ei, toquem nisso aqui!
JR
e Lia aproximaram as mãos. Mal tocaram na
porcelana e a realidade se alterou.
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