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Victor
Hugo
"Do céu ao inferno, do limbo a Deus.
A matéria é o ponto de partida,
e o ponto de chegada é a alma."
No seu best seller 'Les Misérables', Victor
Hugo criou o personagem Jean Valjean, exilado
da sociedade e encarcerado por ter roubado um
pão. Liberado do cárcere depois
de muitos anos, ele se torna um homem rico e caridoso,
sob outra identidade.
A partir da saga de Valjean, o escritor francês
conseguiu retratar uma situação
que, depois de 200 anos de seu nascimento, continua
atual.
O homem
Nascido em Besançon
em 1802, Victor Hugo era filho de um general do
Império. Muito jovem, ainda, compôs
numerosos poemas. Aos quinze anos recebeu um prêmio
em um concurso de poesia da Academia Francesa.
A partir desse momento resolveu dedicar-se à
carreira literária: "serei um Chateaubrian
ou não serei nada ".
O casamento com Adèle
Foucher lhe rendeu muitos escândalos. No
dia do casamento, quando o irmão de Hugo,
apaixonado pela noiva, invadiu a cerimônia
para matá-lo, sendo em seguida internado
em um manicômio. Mais tarde, enfrentou o
caso amoroso da esposa com o crítico literário
Sainte-Beuve, a morte por afogamento de sua filha
Léopoldine (que lhe causou um bloqueio
literário por 10 anos) e seu intenso caso
de amor com Juliete Drouet, que duraria 50 anos.
Legado:
Entre sua extensa e influente
obra, destacam-se seus dramas Cromwell (1827),
cujo prefácio acabou se transformando em
manifesto do romantismo, e Hernani (1830). Como
poeta, estreou com Odes et poésies diverses
(1822) e publicou também, entre outras,
Vozes interiores (1837), os poemas satíricos
Os castigos (1853) e As contemplações
(1856), o poema épico A lenda dos séculos
(1859-1883) e A arte de ser avô (1877).
Atingiu sua máxima popularidade com romances
como Han d'Islande (1823), Bug-Jargal (1824),
Nossa Senhora de Paris (1831) e Calude Gueux (1834).
Suas obras teatrais
de grande sucesso são: Marion de Lorme
(1829), O rei se diverte (1832), adaptado por
Verdi para sua ópera Rigoletto (1851),
o drama em prosa Lucrécia Bórgia
(1833), o melodrama Ruy Blas (1838) e Os miseráveis
(1862).
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