CAMAROTE
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Marion Crawford
ALGUEM pediu charutos. Instintivamente,
olhamos todos para a pessoa que falara. Brisbane
era um homem de trinta e cinco anos, notável
por aquelas qualidades que geralmente atraem a
atenção dos homens. Era forte.
As proporções
exteriores de sua figura não apresentavam
nada de extraordinário apesar de ser de
altura acima do vulgar. Tinha mais de seis pés
de altura, e era razoavelmente largo de ombros;
não parecia gordo mas também não
era magro; a cabeça pequena assentava-se
sobre um pescoço forte e vigoroso; as mãos
grandes e musculosas tinham uma habilidade notável
em partir nozes sem o auxilio do respectivo instrumento,
e, ao vê-lo de perfil, ninguém podia
deixar de notar a extraordinária largura
de suas mangas e a grande largura de seu tórax.
Era
um desses homens de quem vulgarmente se diz que
as aparências enganam; quer dizer, apesar
de forte, era, na realidade, muito mais forte
ainda do que parecia. Com respeito às feições,
pouco tenho a dizer. A cabeça era pequena,
tinha pouco cabelo, olhos azuis, nariz grande,
pequeno bigode e queixo quadrado. Toda gente conhece
Brisbane, e, quando pediu um charuto, todos olharam
para ele.
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