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E.
T. A. Hoffmann
Ernst
Theodor Wilhelm Hoffmann - cujo penúltimo nome
trocou para Amadeus em homenagem a Mozart - nasceu
em 24 de janeiro de 1776 em Königsberg, Prússia
(posteriormente Kaliningrado, Rússia). Estudou
direito e depois de ocupar vários cargos burocráticos
tornou-se, em 1806, diretor de orquestra em
Bamberg e em Dresden, já que, além de escritor,
era excelente crítico musical e compositor de
qualidades, autor do balé Arlequin (1811) e da ópera
Undine (1816).
Em
1814 Hoffmann mudou-se
para
Berlim
como
juiz
da
corte
de
apelação
. Iniciou a
carreira
literária
com
Phantasiestücke nach Callots Manier (1814-1815;
Fantasias
à
maneira
de Callot),
coleção
de
contos
fantásticos
, seguidos do
romance
Elixieren des Teufels (1815-1816; As
drogas
do
diabo
).
O prestígio que lhe deram
essas obras tornou-se ainda maior com a publicação
de livros de contos como Nachtstücke (1817; Cenas
noturnas) e Die Serapionsbrüder (1819-1821; Os
irmãos Serapião). Neles predomina uma
angustiante confusão entre o sono e a vigília, a
vida real e o sobrenatural; e sinistros ou
estranhos personagens irrompem na vida cotidiana
dos seres humanos para marcá-los indelevelmente
com sua presença.
A
última
obra
do
autor
foi
um
romance
, Lebensansichten des katers Murr nebst
fragmentarischer Biographie des Kapellmeisters
Johannes Kreisler (1820-1822;
Opiniões
do
gato
Murr,
com
uma
biografia
fragmentária
do
maestro
Johannes Kreisler),
magnífico
exemplo
de
sua
irônica
capacidade
de
observação
.
Suas obras de ficção
inspiraram óperas e balés a compositores como
Wagner, Hindemith e Offenbach ao criarem óperas e
balés, e sob o título de Contos de Hoffmann
tornaram-se leituras favoritas do grande público.
Hoffmann morreu em Berlim em 25 de junho de 1822.
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