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Sobre os textos

jarhgarcia.JPG (7436 bytes)Os textos da COLEÇÃO RIDENDO CASTIGAT MORES foram  gentilmente cedido por Nélson Jahr Garcia, que nasceu em São Paulo, formado na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Professor da USP, e de outras Faculdades Particulares. Fez mestrado e doutoramento em Ciências da Comunicação na ECA-USP. Escreve livros, artigos. É webdesigner e ebook-publisher.

TUDO BEM QUANDO TERMINA BEM
WILLIAM SHAKESPEARE
VirtualBooks
Formato:e-book/ PDF
Código:SHAK00009
© Ridendo Castigat Mores, 2000

Disponibilidade: Grátis para você para baixar agora!
Software Grátis requerido: Adobe Acrobat Reader

Trechos do livro eletrônico

TUDO ACABA BEM QUANDO TERMINA BEM
WILLIAM SHAKESPEARE

Personagens

O REI DA FRANÇA
O DUQUE DE FLORENÇA.
BERTRAM, Conde de Rossilhão.
LAFEU, um velho nobre.
PAROLLES, companheiro de Bertram.
O Intendente da Condessa de Rossilhão.
LAVACHE, bobo da casa da condessa.
Um pajem.
A CONDESSA DE ROSSILHÃO, mãe de Bertram.
HELENA, jovem nobre, protegida pela condessa.
Uma velha viúva de Florença.
DIANA, filha da viúva.
VIOLENTA, vizinha da viúva e sua amiga.
MARIANA, vizinha da viúva e sua amiga.
Nobres, oficiais, soldados, etc., franceses e florentinos.

 ATO I

Cena I

Rossilhão. Um quarto no palácio da condessa. Entram Bertram, a Condessa de Rossilhão, Helena e Lafeu, todos de luto.

CONDESSA - Consentindo que meu filho se afaste de mim, enterro um segundo marido.

BERTRAM - E eu, senhora, partindo, renovo o pranto pela morte de meu pai; mas preciso acatar a ordem de Sua Majestade, de quem ainda sou pupilo, como sou e serei sempre vassalo.

LAFEU - O rei, minha senhora, vai ser para vós como segundo marido, e para vós, senhor, como segundo pai. Quem sempre e em tudo se mostrou bondoso, não há de desmentir-se agora em relação a vós, cujo merecimento é mais próprio para despertar a bondade onde quer que haja falta dela, do que vir a padecer-lhe a falta onde ela viceja com tanta exuberância.

CONDESSA - Que esperanças há quanto ao restabelecimento de Sua Majestade?

LAFEU - Já abandonou os médicos, minha senhora, sob cujos cuidados ele malgastava o tempo com esperanças, tendo lucrado com essa resolução por perder definitivamente a esperança.

CONDESSA - Esta menina teve pai - Oh! que tristes recordações se encerram neste "teve"! - cujo talento era quase tão grande quanto a honestidade. A se terem igualado, teria deixado imortal a natureza, ficando a morte em férias, por falta de trabalho. Em benefício do rei, fora de desejar que ele ainda estivesse vivo. Penso que seria a morte da doença do rei.

LAFEU - Como se chamava o médico a que vos referis, minha senhora?

CONDESSA - Foi muito célebre em sua profissão, senhor, e com toda justiça; chamava-se Gerard de Narbon.

LAFEU - Com efeito, minha senhora; foi um excelente médico. Não faz muito tempo o rei me falou dele com admiração e pesar. Seus conhecimentos lhe assegurariam vida longa, se a ciência pudesse levar vantagem com relação à morte.

BERTRAM - De que sofre o rei, meu caro senhor?

LAFEU - De uma fístula, milorde.

BERTRAM - Ainda não tinha ouvido falar nisso.

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