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VIAGENS NA MINHA TERRA
João Batista Leitão de Almeida Garret
VirtualBooks
Formato:e-book/ PDF
Código:VBOVIAGENSNAMINHATERRA
© VirtualBooks 2002
Disponibilidade: Grátis para você para baixar agora!
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Trechos do livro eletrônico

VIAGENS NA MINHA TERRA
João Batista Leitão de Almeida Garret


CAPÍTULO 1

De como o autor deste erudito livro se resolveu a viajar na sua terra, depois de ter viajado no seu quarto; e como resolveu imortalizar-se escrevendo estas suas viagens. Parte para Santarém. Chega ao terreiro do Paço, embarca no vapor de Vila Nova; e o que aí lhe sucede. A Dedução Cronológica e a Baixa de Lisboa. Lorde Byron e um bom charuto. Travam-se de razões os ilhavos e os Bordas-d'Água: os da calça larga levam a melhor.

Que viaje à roda do seu quarto quem está à beira dos Alpes, (1) de inverno, em Turim, que é quase tão frio como S. Petersburgo - entende-se. Mas com este clima, com esse ar que Deus nos deu, onde a laranjeira cresce na horta, e o mato é de murta, o próprio Xavier de Maistre, que aqui escrevesse, ao menos ia até o quintal.
Eu muitas vezes, nestas sufocadas noites de estio, viajo até a minha janela para ver uma nesguita de Tejo que está no fim da rua, e me enganar com uns verdes de árvores que ali vegetam sua laboriosa infância nos entulhos do Cais do Sodré. E nunca escrevi estas minhas viagens nem as suas impressões pois tinham muito que ver! Foi sempre ambiciosa a minha pena: pobre e soberba, quer assunto mais largo. Pois hei de dar-lho. Vou nada menos que a Santarém: e protesto que de quanto vir e ouvir, de quanto eu pensar e sentir se há de fazer crônica.
Era uma idéia vaga; mais desejo que tenção, que eu tinha há muito de ir conhecer as ricas várzeas desse Ribatejo, e saudar em seu alto cume a mais histórica e monumental das nossas vilas. Abalam-me as instâncias de um amigo, decidem-me as tonteiras de um jornal, que por mexeriquice quis encabeçar em desígnio político determinado a minha visita. (2).
Pois por isso mesmo vou: pronunciei-me.
São 17 deste mês de julho, ano da graça de 1843, uma Segunda feira, dia sem nota e de boa estréia. Seis horas da manhã a dar em S. Paulo, e eu a caminhar para o Terreiro do Paço. Chego muito a horas, envergonhei os mais madrugadores dos meus companheiros de viagem, que todos se prezam de mais matutinos homens que eu. Já vou quase no fim da praça quando oiço o rodar grave mas pressuroso de uma carroça d'ancien régime: é o nosso chefe e comandante, o capitão da empresa, o Sr. C. da T. que chega em estado.
Também são chegados os outros companheiros; o sino dá o último rebate. Partimos.
Numa regata(3) de vapores o nosso barco não ganhava decerto o prêmio. E se, no andar do progresso, se chegarem a instituir alguns ístmicos ou olímpicos para esse gênero de carreiras - e se para elas houver algum Píndaro ansioso de correr, em estrofes e antiestrofes, atrás do vencedor que vai coroar de seus hinos imortais - não cabe nem um triste minguado epodo a este cansado corredor de Vila Nova. É um barco sério e sisudo que se não mete nessas andanças.
Assim vamos de todo o nosso vagar contemplando este majestoso e pitoresco anfiteatro de Lisboa oriental, que é, vista de fora, a mais bela e grandiosa parte da cidade, a mais característica, e onde, aqui e ali, algumas raras feições se percebem, ou mais exatamente se adivinham, da nossa velha e boa Lisboa das crônicas. Da Fundição para baixo tudo é prosaico e burguês, chato, vulgar e sensabor com um período da Dedução Cronológica, aqui e ali assoprado numa tentativa ao grandioso do mau gosto, como alguma oitava menos rasteira do Oriente.

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