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Novela
de Eça de Queirós publicada primeiro
em folhetim, no Diário de Portugal, em
1880, e em livro, ampliada, no mesmo ano, Obra
fundamental na evolução da arte
do autor. Nela abandona o áspero estudo
da Realidade humana e lança-se, livre da
tortura da análise e da incômoda
submissão à verdade, a fazer fantasia.
Encontra então a sua fórmula mais
pessoal e autêntica: mistura de probidade
realista e romantismo essencial.
O velho tema fáustico,
reelaborado com uma perspectiva moderna, serve-lhe
de base para uma deliciosa alegoria onde o gasto
motivo do pacto satânico cobra originais
dimensões irônico-picarescas. Entre
as muitas fontes que, para esta história,
a crítica apontou, ainda não se
mencionou o Peter Schlemihl, de Adelbert von Chamisso,
à qual o conto chinês de Eça
deve muito; particularmente no que respeita à
figura do Diabo - tema queirosiano importante.
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