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Em "O Cortiço" sobressaem com
mais vigor e as qualidades excelentes de Aluísio
Azevedo. É uma obra-prima de observação
pormenorizada. O escritor revela a influência
de Eça nos tipos mais caricaturais que
apresenta; focaliza as aglomerações
residenciais da ralé dos pobres do Rio,
semelhantes às nossas favelas atuais. Aluísio
não criou tipos, pois, não se detinha
a analisar as almas de seus personagens, nem enveredou
pela psicologia Individual, mas limitou-se a lidar
com as massas. Nesta obra, são freqüentes
os diálogos e observa-se nela o relacionamento
dos episódios. Condensou variados aspectos
da sociedade da época: o português
ambicioso, o fidalgo burguês, o negro, o
mestiço, a luta pela vida num ambiente
tipicamente brasileiro. Aluísio Azevedo
pode ser chamado realista objetivo em busca da
realidade externa. Escreveu, também, obras
para o teatro e contos, mas é no romance
que se destaca o verdadeiro narrador.
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