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Álvares de Azevedo
De publicação
póstuma, esse livro é uma série
de narrativas fantásticas, contadas por
um grupo de amigos à roda de uma mesa de
taverna. Mais do que pelos elementos romanescos
e satânicos que a condimentam (violentação,
corrupção, incesto, adultério,
necrofilia, traição, antropofagia,
assassinatos por vingança ou amor), a obra
impõe-se pela estrutura: um narrador em
terceira pessoa introduz o cenário, as
personagens, a situação, e praticamente
desaparece, dando lugar a outros narradores -
as próprias personagens, que em primeira
pessoa contam, uma a uma, episódios de
suas vidas aventureiras.
Na última narrativa, a presença
física (na roda dos moços) de personagens
mencionadas em uma narrativa anterior faz com
que todo o ambiente fantástico e irreal
dos contos se legitime como
verídico.
Noite na Taverna, escrita em tom bastante emotivo,
antecipa em vários aspectos a narração
da prosa moderna: a liberdade cênica, a
dupla narração e suas confluências,
a mistura do real ao fantástico conferem
atualidade à obra, apesar de toda a atmosfera
byroniana.
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