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"...E
contudo - penso-o com tristeza - pus no Caeiro
todo o meu poder de despersonalização
dramática, pus em Ricardo Reis toda a minha
disciplina mental, vestida da música que
lhe é própria, pus em Álvaro
de Campos toda a emoção que não
dou nem a mim nem à vida. Pensar, meu querido
Casais Monteiro, que todos estes têm que
ser, na prática da publicação
preteridos pelo Fernando Pessoa, impuro e simples!
Creio que respondi à
sua pergunta.
Se fui omisso, diga em quê.
Se puder responder, responderei. Mais planos não
tenho, por enquanto. E, sabendo eu o que são
e em que dão os meus planos, é caso
para dizer, Graças a Deus!
Passo agora a responder
à sua pergunta sobre a génese dos
meus heterónimos. Vou ver se consigo responder-lhe
completamente.
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