J’estime
plus cela que la pompe fleurie
De tous ces
faux brillans ou chacun se récrie...
Moliére, Le
Misanthrope
A
Affonso Celso
A
lisonjeira aceitação que tiveram os Contos Possíveis, anima-me a publicar os Contos Fora de moda. Intitulei-os assim, porque sou o primeiro a
reconhecer que eles estão inteiramente afastados
do atual movimento literário, isto é, foram
escritos sem preocupação de psicologia nem ginástica
de estilo. Dá que tos ofereça como uma prova
insignificante, mas sincera, não só da velha
amizade que te consagro, como da consideração em
que tenho o teu caráter e o teu talento. (1893,
Artur Azevedo)
A primeira edição deste livrinho de
literatura amena logrou um êxito com que eu não
contava. O editor comunicou-me que em menos de um
mês desapareceram todos os exemplares expostos à
venda, e a imprensa não foi menos generosa que o
público.
Apenas um jornalista agrediu a obra, mas
esse mesmo fechava com as seguintes palavras o seu
artigo de crítica: “De resto, como simples obra
recreativa, os Contos
fora de moda têm seu valor especial.”
Como outro não foi o meu intento senão
fazer uma “simples obra recreativa”, bastava
essa declaração de uma pena insuspeita para que
eu autorizasse esta segunda edição. (Abril de
1901, Artur Azevedo)
|