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Esta obra foi escrita em versos decassílabos,
divididos em treze epistolas, duas das quais inacabadas.
Satirizam-se os costumes da época, e mais
particularmente a corrupção moral
que grassava durante o governo de Dom Luís
da Cunha Pacheco Meneses, cognominado nas cartas,
ou de Fanfarrão Minésio ou de "rei
dos peraltas". Para desviar a atenção
policial, cita o Chile como Brasil (dai serem
cognominadas de Chilenas) e Vila Rica como sendo
Santiago.
A correspondência é mantida entre
os personagens Critilo e Doroteu. Critilo narra
a Doroteu os acontecimentos políticos,
caricaturando a mediocridade administrativa do
"fanfarrão minésio".
O estilo do poema é simples, ligeiro, popular;
o ridículo brota singelo ao tom da conversa
familiar.
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