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Reflexões prévias e argumentos
Os sucessos do Brasil não mereciam menos
um Poema que os da Índia. Incitou-me a
escrever este o amor da Pátria. Sei que
a minha profissão exigiria de mim outros
estudos; mas estes não são indignos
de um religioso, porque o não foram de
bispos, e bispos santos; e, o que mais é,
de Santos Padres, como S. Gregório Nazianzeno,
S. Paulino, e outros; maiormente, sendo este poema
ordenado a pôr diante dos olhos aos libertinos
o que a natureza inspirou a homens que viviam
tão remotos das que eles chamam preocupações
de espírito débeis. Oportunamente
o insinuamos em algumas notas; usamos sem escrúpulo
de nomes tão bárbaros; os Alemães,
Ingleses, e semelhantes, não parecem menos
duros aos nossos ouvidos, e os nossos aos seus.
Não faço mais apologias da obra,
porque espero as repreensões, para, se
for possível, emendar os defeitos, que
me envergonho menos de cometer que de desculpar.
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