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As Pupilas contam-nos a história de duas
irmãs, filhas de casamentos diferentes
do mesmo pai, que, estimando-se profundamente,
são dotadas de maneiras de ser inteiramente
opostas. Clara e Margarida, ambas generosas e
de bom espírito, encaram a vida por forma
diferente: a primeira, expansiva e alegre, por
vezes estouvada, feliz de si própria e
dos outros; a segunda, fechada numa reserva natural,
dominando as reminiscências dum idílio
infantil com Daniel na discrição
e na saudade das horas idas - sentimento bem português
de que neste livro se faz, por vezes, uma síntese
expressiva.
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