A LUNETA MÁGICA
é uma obra que se afasta do romance ligeiro
de complicações amorosas e desenlaces
piegas, não se aproxima de nada. Paira indecisa
entre a fábula, o conto de fadas, e a historieta,
tudo entremeado de digressões pseudofilosóficas.
As frequentes e nem sempre
oportunas especulações sobre o Bem
e o Mal se conduzem através de um discurso
em que predomina o lugar-comum romântico,
enunciado por um narrador que proclama sua miopia
física e moral desde a primeira página.
Em primeira pessoa, Simplício, o narrador,
conta-nos suas desventuras de míope que
a duas polegadas dos olhos não distingue
um girassol de
uma violeta.
|