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O
Gato "Latiu"
Cleusa
Sarzêdas
Em
meio a muitas plantas e flores, havia uma linda
casa cercada por um muro alto. Nela viviam um
menino, de quatro anos de idade, seus pais e um
gato angorá.
O
gato, que se chamava Butano, dormia na sala, em
uma cestinha de vime sobre almofadas de cetim. Seu
pêlo fato e brilhante era de um colorido
diferente: nas costas, dourado com amarelo-claro,
no peito, uma mistura de marrom e vinho, sobre as
patinhas um desenho amarelinho, da cor de ouro, em
formato de coração. Seus grandes olhos eram da
cor verde-limão, com um brilho tão profundo que
pareciam entender as coisas do mundo.
Todas
as manhãs o menino levava o gato para o jardim,
junto ao muro, para que ele ouvisse o cachorro do
vizinho latir. O gato, mais dormindo do que
acordado, parecia nada perceber, mas o menino
pedia: “Late, late. Au...Au... Você pode
latir”, dizia abrindo e fechando a boca do
bichano tentando ensiná-lo a latir.
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