|
Mokolóton
José
Guimarães
Essa
novela juvenil de ficção científica foi premiada no
concurso "Prêmio Joaquim Duarte Baptista",
promovido pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil, em Mogi das
Cruzes (SP). Participou com cerca de 6000 textos.
Foi
numa manhã de verão que Mokolóton chegou. Sem ser percebido por
ninguém, sem ser detectado por nenhum radar, pousou sua nave na base
de uma montanha. Deu uma olhada em volta, procurando um lugar onde
pudesse esconder a nave. Com sua vista aguçada, não demorou a
avistar uma caverna. Foi até ela e examinou-a cautelosamente. A
caverna, além de espaçosa, não tinha morcegos. Nem vestígio de
outro animal qualquer que pudesse incomodá-lo. Portanto, concluiu que
estava desabitada.
“
Este
local
serve
para
o
meu
esconderijo
”, disse
para
si
próprio
. E cuidou
que
tudo
se arranjasse.
Passou
para o lado de fora da caverna e executou as seguintes operações:
Olhou
firmemente para sua nave. Esta, como se lhe obedecesse, ergueu-se no
ar até mais ou menos a altura de seus olhos e se manteve nessa posição
por alguns segundos.
Mokolóton
lentamente girou a cabeça em direção à entrada da caverna.
A
nave, como se fosse impulsionada pelo movimento de seus olhos, fez um
trajeto circular, até que parou diante da abertura e ficou suspensa
no ar. Ele avaliou rapidamente o tamanho da nave em relação à
abertura da caverna. Viu que não haveria nenhum problema caso a
introduzisse de lado. E foi o que fez. Virou-a no ar e em seguida, com
acenos repetidos, introduziu-a na caverna, pousando-a cuidadosamente
no chão. Esta pousou sem barulho.
|