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O SOFISTA
PLATÃO

EbooksBrasil 
Formato: e-book/
eBookEditPro
Código: bvbsofista543
© eBooksBrasil.com 2003,
Idioma: português
Observação sobre o formato eBookEditProTM:
Este livro eletrônico criado com o eBookEditProTM é um executável (arquivos *.exe), pode ser lido em qualquer PC com Windows 95/98/NT4 e IE4+, sem nenhum programa adicional. Basta clicar e ler. Para escolher o tipo de letra que quiser, siga este caminho a partir de seu browser, antes de abrir o Livro: Ferramentas / Opções Internet / Geral / Fontes/ Fonte da Página da Web. Para fechar os livros apresentados em tela cheia, basta utilizar Esc ou Alt+F4.
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Trechos do livro eletrônico

 

O SOFISTA
PLATÃO

Os créditos da migração do diálogo O SOFISTA, de PLATÃO
do papel para a mídia eletrônica se deve ao site “O Dialético” www.odialetico.hpg.ig.com.br

I — Teodoro — Fiéis, Sócrates, à nossa combinação de ontem, aqui estamos na melhor ordem. Trouxemos conosco este Estrangeiro, natural de Eléia; é amigo dos discípulos de Parmênides e de Zenão, e filósofo de grande merecimento.     

Sócrates — Não se dará o caso, Teodoro, de, sem o saberes, teres trazido um dos deuses em vez de um Estrangeiro, segundo aquilo de Homero, quando diz que, de regra, os deuses, e particularmente o que preside à hospitalidade, acompanham os cultores da justiça, para observarem o orgulho ou a eqüidade dos homens? Quem sabe se não veio contigo uma dessas divindades, para surpreender-nos e refutar-nos — argumentadores tão fracos todos nós — algum deus disputador?     

Teodoro — Não, Sócrates; não é do caráter do nosso Estrangeiro; ele é mais modesto do que todos esses amantes de discussões. Não acho, absolutamente, que o homem seja alguma divindade. Porém divino terá de ser, sem dúvida; não é outro o qualificativo que costumo dar aos filósofos.     

Sócrates — E com razão, amigo. Porém talvez a raça dos filósofos não seja, por assim dizer, muito mais fácil de conhecer do que a dos deuses. Em virtude da ignorância da maioria, esses varões percorrem as cidades sob as mais variadas aparências, contemplando, sobranceiros, a vida cá de baixo. Não me refiro aos pretensos filósofos, porém aos de verdade. Aos olhos de algumas pessoas, eles carecem em absoluto de merecimento; para outros, são dignos de toda a consideração. Ora se apresentam como políticos, ora como sofistas, havendo, até, quem dê a impressão de ser completamente louco. Por isso mesmo, gostaria de perguntar ao nosso Estrangeiro, caso nada tenha a opor, como pensam a esse respeito lá por suas bandas e como os denominam.     

Teodoro — A que te referes?     

Sócrates — Sofista, político, filósofo.     

Teodoro — Mas, ao certo, de que se trata, que te deixa tão alvoroçado, para interrogá-lo desse modo?     

Sócrates — É o seguinte: desejo saber se seus compatriotas os classificam num só gênero ou em dois; ou ainda, visto tratar-se de três nomes, se atribuem um gênero diferente para cada nome?     

Teodoro — A meu ver, ele não se esquivará de elucidar-nos esse ponto. Ou que diremos, Estrangeiro?     

Estrangeiro — Isso mesmo, Teodoro. Não me negarei, absolutamente, nem há dificuldade em dizer que os distribuem em três gêneros. 

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