Outros livros grátis

Alemão

Espanhol

Francês

Inglês

Italiano

Português

 
 

Clássicos

::Clássicos, em inglês, de Charles Darwin, Freud, James Joyce e muitos outros para você ler agora

Marx e Engels

::Os escritos de Marx e Engels, em inglês, para você ler agora

Teatro on-line

::Peças de teatro mundial, em inglês, para você ler agora

Shakespeare

::O teatro de Willian Shakespeare para você
ler agora:
::Teatro em português

::Teatro em inglês

Novelas on-line

::Novelas, em inglês, para você ler agora

Tutoriais

::Como instalar Acrobat Reader
::Como abrir um arquivo zipado
::Como fazer download

Ferramentas

:: Para abrir os livros:
»WinZip
:: Para ler os livros:
»Acrobat Reader
::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Dúvidas

»O que é um livro eletrônico?

»
Como leio um livro eletrônico?

»
Posso imprimir o livro eletrônico?

»Por que tenho que ler o livro eletrônico no Adobe Acrobat Reader?

»
Quanto tempo para copiar um livro eletrônico?
 
 
Sobre os textos

jarhgarcia.JPG (7436 bytes)Os textos da COLEÇÃO RIDENDO CASTIGAT MORES foram  gentilmente cedido por Nélson Jahr Garcia, que nasceu em São Paulo, formado na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Professor da USP, e de outras Faculdades Particulares. Fez mestrado e doutoramento em Ciências da Comunicação na ECA-USP. Escreve livros, artigos. É webdesigner e ebook-publisher.

 

 

 

Caracteres
Jean de La Bruyère
Tradução: Luiz Fontoura
Formato:e-book/ .rb
Código:RCM
© Ridendo Castigat Mores, 2002
Linguagem: Português
Disponibilidade: Grátis para você para baixar agora!
Software Grátis requerido: Adobe Acrobat Reader

Trechos do livro eletrônico

Caracteres
Jean de La Bruyère


PREFÁCIO

Devolvo ao público o que ele me emprestou; dele tomei a matéria desta obra; justo é que ao terminá-la, com todo o respeito à verdade de que sou capaz, e que ele me merece, faça-lhe agora esta restituição. Pode mirar-se com alma neste retrato que lhe fiz, tomado do natural; e se reconhecer em si alguns dos defeitos que aponto, corrija-os. É o único fim que se deve ter em vista ao escrever, e também o sucesso com que menos se deve contar.

Mas como os homens não aborrecem o vício, por isso mesmo é preciso não se cansar também de reprová-los: talvez fossem piores se viessem a faltar-lhes censores ou críticos: é isso que faz com que se exorte e se escreva.

O orador e o escritor não saberiam vencer a alegria que têm de ser aplaudidos: mas deviam se envergonhar caso não procurassem, com discursos e escritos, mais do que elogios; além de que a aprovação mais certa e menos equívoca é a mudança de costumes e a reforma daqueles que os lêem ou que os ouvem. Não devemos falar, não devemos escrever, senão para instrução; e se acontecer agradarmos, nem por isso devemos arrepender-nos, quando o sucesso servir para insinuar e tornar aceitáveis as verdades que instruem. Quando, pois, escorregarem num livro alguns pensamentos e reflexões que não tenham a veemência, nem a forma, nem a vivacidade de outros, ainda que pareçam incluídos para variar, descansar o espírito, torná-lo mais presente, mais atento ao que se segue, quando não sejam suaves, naturais, instrutivos, acomodados ao simples do povo — que não é permitido desprezar -, pode o leitor condená-los e deve o autor prescrevê-los: eis a regra.

Há outra, que me interessa ver seguida: é não perder de vista o meu título, e pensar sempre, durante toda a leitura desta obra, que eu descrevo caracteres e costumes deste século: porque se bem me inspire freqüentemente na corte de França, não se pode restringi-los a uma só corte, nem limitá-los a um só país, sem que muito perca o livro de seu alcance e utilidade, se afaste do plano que me tracei — pintar os homens em geral -, como das razões que entram na ordem dos capítulos e uma certa seqüência insensível nas reflexões que os compõem. Depois dessa precaução tão necessária, cujas conseqüências tão bem se percebem, creio poder protestar contra toda mágoa, toda queixa, toda interpretação maligna, toda falsa aplicação e toda censura; contra os severos impertinentes e os leitores mal-intencionados.

É preciso saber ler, e em seguida silenciar, ou poder relatar o que se leu, e nem mais nem menos do que aquilo que se leu; e se às vezes se pode fazer isso, não basta; é preciso ainda querer fazê-lo. Sem essas condições, que um autor exato e escrupuloso tem o direito de exigir de certos espíritos, como única recompensa do seu trabalho, duvido que ele deva continuar a escrever, salvo se preferir sua própria satisfação ao aproveitamento alheio e ao zelo da verdade. Confesso, aliás, que desde o ano de 1690, e antes da quinta edição, hesitei entre a impaciência de dar ao meu livro mais amplitude e melhor forma introduzindo novos caracteres, o temor de que alguns dissessem: não acabam mais esses Caracteres, e não veremos mais outra coisa desse escritor? Por um lado, pessoas circunspectas me diziam.: a matéria é sólida, útil, agradável, inesgotável; viva muito tempo, e trate-a sem interrupção enquanto viver: que poderia fazer de melhor? Não há ano em que a estultícia dos homens não possa dar um volume.

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

copiar o livro agora

 

sobre o autor

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Copyright© 2000/2002 Virtualbooks Todos os direitos reservados.  All rights reserved.