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Marley e Eu: a Vida e o Amor ao Lado do Pior Cão do Mundo
JOHN GROGAN
Sinopse
John e Jenny eram
jovens, apaixonados
e estavam começando
a sua vida juntos,
sem grandes preocupações,
até ao momento em
que levaram para
casa Marley,
"um bola de pêlo
amarelo em forma de
cachorro", que,
rapidamente, se
transformou num
labrador enorme e
encorpado de 43
quilos. Era um cão
como não havia
outro nas
redondezas:
arrombava portas,
esgadanhava paredes,
babava nas visitas,
comia roupa do varal
alheio e abocanhava
tudo a que pudesse.
De nada lhe valeram
os tranqüilizantes
receitados pelo
veterinário, nem a
"escola de boas
maneiras", de
onde, aliás, foi
expulso. Mas, acima
de tudo, Marley
tinha um coração
puro e a sua
lealdade era
incondicional.
Imperdível.
Editora: Prestígio
ISBN: 8599170848
Ano: 2006
Edição: 1
Número de páginas:
272
Acabamento:
Brochura
Formato: Médio
Trecho
do livro
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Prefácio
O cão perfeito
No verão de 1967, quando eu tinha dez anos de idade, meu pai
cedeu aos meus insistentes pedidos e levou-me para comprar meu
próprio cachorro. Fomos juntos na caminhonete da família até uma
boa distância do centro urbano dentro do Estado de Michigan numa
fazenda dirigida por uma mulher bem roceira e sua mãe muito velha. A fazenda
produzia apenas uma mercadoria - cachorros. Cachorros de todo
tipo, tamanho, idade e temperamento imaginável. Eles possuíam apenas
duas coisas em comum: todos tinham procedência totalmente indistinta e
desconhecida, e poderiam ser levados a qualquer hora para um novo lar.
Estávamos num nicho de cães.
- Pense bem, meu filho - disse papai. - Quem você decidir levar
hoje vai viver com você por muitos e muitos anos.
Rapidamente decidi que os cachorros mais velhos deveriam ficar com
outras pessoas. Imediatamente corri para a gaiola dos filhotes.
- Você vai escolher um que não seja tímido - meu pai caçoou. -
Faça barulho nas grades e veja quais deles não se assustam.
Agarrei as barras da gaiola e bati com força. Cerca de uma dúzia de
filhotes se assustaram e correram para o fundo, caindo uns por cima dos
outros, embolando-se todos. Apenas um não se mexeu. Ele era dourado
com uma mancha branca no peito e avançou sobre a grade, latindo sem
medo. Ele saltou e lambeu os meus dedos avidamente através das barras
de ferro. Foi amor à primeira vista.
Eu o trouxe para casa numa caixa de papelão e chamei-o de Shaun. Ele
era o tipo de cachorro que marca todos os outros cachorros. Ele aprendeu
tudo o que lhe ensinei sem esforço e era naturalmente bem comportado.
Eu poderia jogar um naco de comida no chão que ele não pegaria até que
lhe desse permissão. Ele me atendia quando eu o chamava e ficava parado
quando eu ordenava. Poderíamos deixá-lo passear à noite, sabendo que
retornaria depois de fazer seu passeio. Nem sempre o deixávamos sozinho,
mas poderia ficar em casa por horas sem companhia, confiantes de que
não se machucaria nem mexeria em nada. Ele corria atrás de carros sem
caçá-los, e andava ao meu lado sem coleira. Ele conseguia mergulhar até
o fundo do nosso lago e emergir com pedras tão grandes na boca que às
vezes ficaram presas em sua mandíbula. Ele amava andar de carro e ficava
sentado quietinho no banco traseiro ao meu lado durante as viagens de
família, feliz de passar horas olhando pela janela para tudo que via do lado
de fora. Talvez o melhor de tudo, eu o treinei para ele me puxar de bicicleta
pela vizinhança, fazendo com que todos os meus amigos me invejassem.
Ele nunca me levou para nenhum lugar perigoso.
Ele estava comigo quando fumei meu primeiro (e o meu último) cigarro
e quando beijei minha primeira namorada. Ele estava bem do meu lado
no banco da frente quando saí escondido com o carro do meu irmão mais
velho para dar minha primeira volta no quarteirão.
Shaun era espirituoso, porém controlado, amoroso e calmo. Ele era
educado a ponto de se esconder atrás de um arbusto para fazer suas necessidades,
deixando apenas sua cabeça para fora. Graças a esse seu hábito
salutar, nosso gramado era imaculado para inadvertidos pés descalços.
Nossos parentes vinham nos visitar nos fins de semana e voltavam para
casa decididos a comprar um cachorro para eles, de tão impressionados
que ficavam com Shaun - ou São Shaun, como comecei a chamá-lo.
Esta era uma piada caseira, mas quase acreditávamos nela. Nascido sob
a maldição da falta de linhagem, ele era um entre as dezenas de milhares
de cães indesejados da América. Mas por um golpe de sorte praticamente
providencial, tornou-se querido. Ele entrou na minha vida e eu na dele
- e como resultado, ele me deu a infância que todo garoto merece.
Nosso caso de amor durou quatorze anos e, quando ele morreu, eu não
era mais aquele menino que o havia trazido para casa naquela tarde de
verão. Eu era um homem crescido e formado, e que já trabalhava no meu
primeiro emprego de verdade do outro lado do Estado. São Shaun ficou
para trás quando me mudei. Aquele era o lugar dele. Meus pais, que, nessa
época, já estavam aposentados, ligaram-me para me dar a notícia. Minha
mãe, mais tarde, me diria:
- Em cinqüenta anos de casamento, só vi seu pai chorar duas vezes.
A primeira quando perdemos Mary Ann - minha irmã, natimorta. - A
segunda, quando Shaun morreu.
São Shaun da minha infância. Ele era um cão perfeito. Pelo menos, é
como sempre me lembrarei dele. Foi Shaun que estabeleceu o
padrão pelo qual eu julgaria todos os outros cães que vierem depois dele.
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•Destaques
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::Em
A
VERDADE E
A FICÇÃO NO CÓDIGO
DA VINCI,
Ehrman
desmascara
meticulosamente várias
alegações da trama
bem como as controvérsias
que permeiam o best
seller assinado por
Dan Brown. Publicado
pela Oxford
University Press, o
livro de Ehrman -
conceituado
historiador da área
- é um estudo
rigoroso sobre
Jesus, Maria
Madalena e
Constantino.
|
::Em
MÁ
COMPANHIA,
o mestre do suspense
Jack Higgins
acerta mais uma vez
com um thirller
emocionante e
surpreendente. Em
seus últimos
thrillers, No limite
do perigo e A morte
chega à noite, Jack
Higgins colocou Sean
Dillon, agente da
inteligência britânica,
a prova. Agora, um
novo inimigo entra
em cena, carregando
consigo um terrível
segredo e só Dillon
pode detê-lo.
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::O
OUTRO LADO DE MIM
Aos
88 anos, 300 milhões de livros vendidos em 180 países
e traduzidos para 50 idiomas, além de 250 roteiros
para televisão, 25 filmes e seis peças para a
Broadway, Sidney Sheldon lança o que promete
ser um de seus maiores best sellers -, a história de
sua própria vida.
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