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O
LIVRO DOS ESPÍRITOS
Allan Kardec
Contendo os Princípios da Doutrina Espírita
sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos
e suas relações com os homens, as leis morais, a
vida presente, a vida futura e o porvir da
humanidade (segundo o ensinamento dos Espíritos
superiores, através de diversos médiuns,
recebidos e ordenados por Allan Kardec.)
Tradução
de
J. HERCULANO PIRES
Revista e anotada pelo tradutor
Edições
FEESP
O
LIVRO DOS ESPÍRITOS
8ª Edição - Março de 1995 - Do 61º ao 70º
Milheiros
FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Livraria e Editora Espírita "Humberto de
Campos"
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ÁREA DE DIVULGAÇÃO
Diretor:
Cáio Atanácios Petro Salama
Secretaria Gráfica: Rosana Moreira da Silva
Os
Direitos Autorais desta edição foram
graciosamente cedidos à
Federação Espírita do Estado de São Paulo.
Edição
preparada pela eBooksBrasil.com
O
LIVRO DOS ESPÍRITOS
- PRIMEIRA
PARTE
- DAS
CAUSAS PRIMÁRIAS
-
CAPÍTULO1 -
"DE
DEUS"
Deus
e o infinito 2.Provas da existência de Deus
3.Atributos da Divindade
4.
Panteísmo
Deus
e o infinito
1.
Que é Deus?
"Deus é a inteligência suprema, causa primária
de todas as coisas"
2.
Que se deve entender por infinito?
"O que não tem começo nem fim: o
desconhecido; tudo que é desconhecido é
infinito."
3.
Poder-se-ia dizer que Deus é o infinito?
"Definição incompleta. Pobreza da linguagem
humana, insuficiente para definir o
que está acima da linguagem dos homens."
Deus
é infinito em Suas perfeições, mas o infinito
é uma abstração. Dizer que
Deus é o infinito é tomar o atributo de uma
coisa pela coisa mesma, é definir
uma coisa que não está conhecida por uma outra
que não está mais do que a
primeira.
PROVAS
DA EXISTÊNCIA DE DEUS
4.
Onde se pode encontrar a prova da existência de
Deus?
"Num axioma que aplicais às vossas ciências.
Não há efeito sem causa. Procurai a
causa de tudo o que não é obra do homem e a
vossa razão responderá."
Para
crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as
obras da Criação. O
Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da
existência de Deus é negar que
todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde
fazer alguma coisa.
5.
Que dedução se pode tirar do sentimento
instintivo, que todos os homens
trazem em si, da existência de Deus?
"A de que Deus existe; pois, donde lhes viria
esse sentimento, se não tivesse
uma base? É ainda uma conseqüência do princípio
- não há efeito sem causa."
6.
O sentimento íntimo que temos da existência de
Deus não poderia ser fruto da
educação, resultado de idéias adquiridas?
"Se assim fosse, por que existiria nos vossos
selvagens esse sentimento?"
Se
o sentimento da existência de um ser supremo
fosse tão-somente produto de um
ensino, não seria universal e não existiria senão
nos que houvessem podido
receber esse ensino, conforme se dá com as noções
científicas.
7.
Poder-se-ia achar nas propriedades íntimas da matéria
a causa primária da
formação das coisas?
"Mas, então, qual seria a causa dessas
propriedades? É indispensável sempre uma
causa primária."
Atribuir
a formação primária das coisas às propriedades
íntimas da matéria seria
tomar o efeito pela causa, porquanto essas
propriedades são, também elas, um
efeito que há de ter uma causa.
8.
Que se deve pensar da opinião dos que atribuem a
formação primária a uma
combinação fortuita da matéria, ou, por outra,
ao acaso?
"Outro absurdo! Que homem de bom-senso pode
considerar o acaso um ser
inteligente? E, demais, que é o acaso?
Nada."
A
harmonia existente no mecanismo do Universo
patenteia combinações e desígnios
determinados e, por isso mesmo, revela um poder
inteligente. Atribuir a formação
primária
ao acaso é insensatez, pois que o acaso é cego e
não pode produzir os
efeitos
que a inteligência produz. Um acaso inteligente já
não seria acaso.
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